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11 de abr de 2017

Natura Ekos Flor da Manhã - Avaliação


Um dos poucos destaques no ano de 2016, a fragrância Ekos Flor do Luar mostrou-se um sucesso de público e de abordagem ao trazer uma roupagem mais abstrata a um dos pilares da Natura, a linha Ekos. Ao escolher o aroma de uma orquídea brasileira rara que só floresce no Luar a marca conseguiu capturar de uma forma mais poética e abstrata a beleza da nossa flora e criar um perfume que remete ao aroma de uma orquídea de uma forma acessível, complexa e com excelente performance. Seria algo esperado que a marca continuasse a investir no conceito e por isso tivemos esse ano o lançamento de seu par matinal, Ekos Flor da Manhã.

Talvez pelas expectativas geradas pelo seu antecessor Flor da Manhã me desaponte um pouco. E também pelo fato de que nada em Flor da Manhã remete ao aroma de uma orquídea, nem que seja uma interpretação mais luminosa de uma. Os toques naturais e rústicos que a marca propõe colidem com uma parte da sua assinatura que aqui não funciona, o aroma floral fresco que remete a desodorante.

Deixando de lado esses aspectos, Flor da Manhã é satisfatório com um floral fresco complexo, delicado e de ótima duração. Nota-se um uso sutil porém perceptível dos óleos essenciais que a marca tanto valoriza: o aroma terroso e exótico da priprioca, o toque amadeirado da copaíba, o aroma fresco e floral da pataqueira. Eles acabam se misturando com um corpo floral abstrato, branco e luminoso e que ao mesmo tempo tem um toque powdery incomum para a marca, algo que de longe me remete a uma versão bem light da mesma ideia no Flower by Kenzo. Avaliando pelo conjunto da obra Flor da Manhã não é um dos mais memoráveis da marca e poderia ser mais sólido caso o conceito proposto fosse passado de forma mais convincente mas certamente não está entre os perfumes banais e insatisfatórios que a Natura de tempos em tempos lança.