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11 de dez de 2016

Chanel Sycomore EDP, 1932 EDP e Coromandel EDP - Fragrance Reviews


Português (click for english version):

Algo que pode ser concluído nesse momento final de avaliação de (quase) todos os novos Les Exclusifs EDP é que a Chanel fez mais uma jogada conceitual e de marketing do que uma releitura equilibrando os elementos e identidades de cada uma das criações para uma visão mais concentrada. A proposta parece ser justamente a de atingir novos públicos que não tenham conhecimento nem das fragrâncias nem dos preços anteriores da linha. É uma estratégia de risco, considerando que a marca pode não atingir um novo público com os perfumes e desagradar e perder o que ela já tinha com os que já foram fidelizados. Creio que só saberemos com o tempo.

Sycomore certamente está entre as piores reformulações EDP da linha como um todo. Novamente tive a sensação da Chanel estar contratipando a si própria com um resultado que é mais comercial, porém certamente inferior. Se a versão anterior se mostrava um vetiver esfumaçado, de personalidade e distinto, o atual parece uma proposta genérica de vetiver, mais um no meio de vários. O vetiver parece mais artificial e nada preenche seu espaço com mais personalidade: o cítrico parece genérico, a pimenta rosa parece mais do mesmo e os musks não contribuem em nada. Esse é um perfume que poderia estar na Zara e custando bem menos.

O 1932 é um dos que não sofreram muito com a mudança para EDP, nada que tenha sido mudado compromete muito seu aroma. Com a repaginação mais profunda do 31 Rue Cambon, a harmonia chypre floral dele agora vive em 1932, que tem uma saída mais brilhante agora e mais foco em outras flores além das iononas que passam a ideia de iris na composição. A base tem o aspecto cremoso e arredondado do Rue Cambon anterior e passa uma sensação amanteigada muito boa. Infelizmente, essa versão parece não durar mais

Sendo um dos perfumes da linha Exclusif que na concentração EDT já se comportava como um EDP eu esperava para Coromandel uma reformulação que tirasse elementos em vez de acrescentar e de fato é o que ocorre. Esse é um dos poucos casos que particularmente a perda de elementos para mim o tornou melhor, menos sufocante e irritante. A redução nas notas ambaradas secas e no aspecto atalcado da base permitiram ao patchouli brilhar muito mais e mostrar mais de sua riqueza e harmonia. A performance em si não ficou comprometida, porém o novo Coromandel se mostra mais discreto na pele com o passar do tempo. Certamente para os fãs mais fieis da fragrância o novo será uma grande decepção.

English:

Something that can be concluded in this final moment of evaluation of (almost) all the new Les Exclusifs EDP is that Chanel has made a more conceptual and marketing move than a re-reading balancing the elements and identities of each of the creations for a vision which is more concentrated. The proposal seems to be precisely reach new audiences who are not aware of either the fragrances or the previous prices of the line. It is a risk strategy, considering that the brand may not reach a new audience with the perfumes and displease and lose what they  already had with those who have been loyal. I think we'll only know with time.

Sycomore is certainly among the worst EDP reformulations of the line as a whole. Again I had the feeling that Chanel is duping itself with a result that is more commercial, but certainly inferior. If the previous version was a smoky and distinct vetiver with lots of personality, the current seems a generic proposal of vetiver, another one in the middle of several. The vetiver looks more artificial and nothing fills its space with more personality: the citrus seems generic, the pink pepper seems more of the same and the musks do not contribute at all. This is a perfume that could be in Zara and cost a lot less.

The 1932 is one of those who have not suffered much from the move to EDP, nothing that has been changed compromises its aroma. With the deeper repagination of 31 Rue Cambon, its chypre floral harmony now lives in 1932, which has a brighter opening now and more focus on other flowers besides ionones that pass on the idea of ​​iris in the composition. The base has the creamy and rounded aspect of the previous Rue Cambon and gives a very good buttery sensation. Unfortunately, this version does not seem to last any longer


Being one of the perfumes of Exclusif line that in the concentration EDT already behaved like EDP I expected from Coromandel a reformulation that took elements instead of adding and in fact is what occurs. This is one of the few cases that particularly the loss of elements to me has made it better, less stifling and irritating. The reduction in the dry amber notes and the blunt appearance of the base allowed the patchouli to shine much more and show more of its richness and harmony. The performance itself was not compromised, but the new Coromandel appears more discreet in the skin over time. Certainly for the most faithful fans the new fragrance will be a big disappointment.