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8 de dez de 2016

Chanel Bel Respiro EDP e La Pausa EDP - Fragrance Review



De certa forma, Bel Respiro e La Pausa formam junto com Jersey, Beige e No 18 a parte mais efêmera dos Les Exclusifs e que não foi radicalmente afetada com a reformulação e mudança de concentração. São todos perfumes que poderiam ter se beneficiado de uma maior riqueza em uma concentração edp e a única exceção a essa regra é o No 18, que era tão delicado para um edt que acabou se tornando um pouco mais concentrado, porém ainda sim rente a pele em edp. Bel Respiro e La Pausa continuam similares em sua performance técnica e as mudanças discretas feitas em seus aromas os colocam agora de certa forma como herdeiros do clássico Chanel No 19.

Bel Respiro é o herdeiro das notas de saída do No 19, do aroma herbal, fresco e leguminoso da resina de gálbano. Apesar de ser uma nota de impacto e personalidade, na versão edp ela continua suave, porém com uma duração um pouco melhor. Depois que se vai, o perfume entra em uma segunda pele e a mesma crítica feita ao Beige pode ser feita a ele também: um cheiro meio pálido, muito sutil, que exige uma boa aplicação para ser sentido. É uma mistura de toques de musk, tons amadeirados indistintos e um leve quê de musgo, uma alteração sutil que parece colocá-lo em uma direção um pouco mais masculina talvez.

Já La Pausa reflete mais a dinâmica de iris, flores brilhantes e madeiras do No 19, como se Bel Respiro capturasse a saída e La Pausa todo o resto. A iris para mim continua sendo a estrela da composição e o lado mais terroso e vegetal do precioso absoluto de iris reina nos primeiros momentos na pele. Depois, é possível perceber o lado mais atalcado e delicado da iris que faz uma transição para uma base amadeirada mineral, uma que troca uma predominância de vetiver por um cheiro mais abstrato e sintético de vetiver e cedro. A versão mais concentrada do La Pausa o tornou, assim como Bel Respiro, mais pendente na dinâmica de um perfume masculino, porém com uma qualidade que raramente se vê nas notas de saída de perfumes para esse público.


In a certain way, Bel Respiro and La Pausa  form together with Jersey, Beige and No 18  he most ephemeral part of the Les Exclusifs and they were not radically affected by the reformulation and change of concentration. They are all perfumes that could have benefited from a greater richness in edp concentration and the only exception to this rule is No 18, which was so delicate for an edt that it became a little more concentrated, but still close to the skin In edp. Bel Respiro and La Pausa remain similar in their technical performance and the discreet changes made in their aromas now put them somehow as heirs to the classic Chanel No 19.

Bel Respiro is the heir to the opening notes of No 19, the herbal, fresh and leguminous scent of the galbanum resin. Despite being a note of impact and personality, in the edp version it remains smooth, but with a slightly better duration. After it is gone, the perfume becomes a second skin and the same criticism made to the Beige can be made to it too: a very pale, very subtle smell that requires a good application to be felt. It is a mixture of light musks, indistinct woodsy tones and a touch of moss a subtle alteration that seems to put it in a slightly more masculine direction perhaps.

La Pausa already reflects better the dynamics of irises, bright flowers and woods of No 19, as if Bel Respiro captures the opening and La Pausa everything else. The iris for me remains the star of composition and the most earthy and vegetable side of the precious iris absolute reigns in the first moments on the skin. Then it is possible to perceive the more delicate and delicate side of the iris that makes a transition to a woody mineral base, one that changes a predominance of vetiver by a more abstract and synthetic smell of vetiver and cedar. The more concentrated version of La Pausa made it, like Bel Respiro, going in the dynamics of a masculine scent, but with a quality rarely seen in the opening notes of fragrances for this audience.