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7 de dez de 2016

Chanel Beige EDP e Jersey EDP - Fragrance Review



Dois dos Les Exclusifs que eu não tinha muita preocupação com relação a possíveis mudanças em seu aroma eram Jersey e Beige. De uma linha tão diversificada e cheia de criações ricas e interessantes sempre me deixou intrigado que as pessoas gostassem e estivessem dispostas a pagar caro por perfumes simples e um pouco sem graça como Jersey e Beige. Eu até possuía, inclusive, expectativas de que com o aumento de concentração e reformulação suas fragrâncias tivessem se tornado mais sofisticadas, intensas e de fato exclusivas. E apesar de possuírem mudanças em suas dinâmicas, pouco mudou e o aumento de concentração não os tornou mais intensos assim como todos os outros já avaliados.

Beige continua sendo para mim uma espécie de floral exótico sedado, ele apenas parece ter reduzido a dose de rivotril para a metade do que é usado. Se isso o tornou mais interessante a princípio não o tornou mais nobre ou sofisticado. Seu acorde floral exótico e tropical me remete ao aroma floral branco e de mel da linhas de produtos para cabelo da L'Oreal - Mythic Oil. É uma construção que não se preocupa em esconder o lado sintético de seu cheiro de nuances florais frutadas verdes e florais brancas, uma aura de frangipani que para um óleo de cabelo (e um perfume acessível) funciona bem mas que para um perfume exclusivo é no mínimo questionável. O mesmo problema da concentração edt de Beige continua acontecendo com a edt - uma base pálida, rente a pele, que tem talvez um toque um pouco mais evidente de iris e leves tons de musgo em meio a abundância de musks. É um Chanel que eu até teria se fosse parte da coleção comercial, mas fora dela nunca fez e continua não fazendo sentido para mim.

Jersey, assim como Beige, sempre me pareceu um Chanel preguiçoso e básico, caro para o que oferece, porém com um rastro até que gostoso de se sentir. O EDT original sempre me lembrou aroma de amaciante de roupas com nuances de lavanda. A versão EDP parece colocar a lavanda em maior foco, dar algo levemente mentolado a ele, reduzir a sensação de amaciante de roupas e dar uns toques de coumarina e flores brancas discretas, algo que me faz vê-lo agora como uma espécie de Fougére light unissex. Há um toque polvoroso um pouco mais evidente nessa versão também e uma dose leve de baunilha, o que acaba adiando a base que remete a amaciante de roupas. A melhor versão de Jersey continua sendo o extrato, porém a EDP se não muda radicalmente a versão anterior pelo menos não a compromete em sua dinâmica (mas não acrescenta uma melhor performance).

English:

Two of the Les Exclusifs that I did not have much concern regarding possible changes in their aroma were Jersey and Beige. From a line so diverse and full of rich and interesting creations always puzzled me that people liked and were willing to pay premium prices for simple and a little bland perfumes like Jersey and Beige. I even possessed expectations that with increasing concentration and reformulation their fragrances would have become more sophisticated, intense, and indeed unique. And although they had changes in their dynamics, little changed and the increase of concentration did not make them more intense, like all the others already evaluated.

Beige remains to me a sort of sedated exotic floral, it just seems to have reduced the dose of rivotril to half of what it used. If that made it more interesting at first it did not make it more noble or sophisticated. Its exotic and tropical floral accord reminds me of the white and honey floral scent of the L'Oreal - Mythic Oil hair product lines. It is a construction that does not bother to hide the synthetic side of its fruity floral and white floral fruity nuances, an aura of frangipani that for a hair oil (and an accessible perfume) works well but for a unique perfume is questionable in the least. The same problem of edt concentration of Beige continues to occur with edp - a pale base, close to the skin, which has perhaps a slightly more evident touch of iris and light tones of moss amidst the abundance of musks. It's a Chanel that I would even have if it were part of the mainstream collection, but outside of it it never made and still does not make sense to me.

Jersey, as well as Beige, always seemed to me a lazy and basic Chanel, expensive for what it offers, yet with a trail pleasant to be observerd in its aroma. The original EDT always reminded me of fabric softener scent with lavender nuances. The EDP version seems to put lavender in greater focus, give something slightly mentholated to it, reduce the feeling of fabric softener and give a few coumarin touches and discreet white flowers, something that makes me see it now as a kind of a light unissex fougére. There is a powdery touch a little bit more evident in this version as well and a light dose of vanilla, which ends up postponing the base part that reminds you of fabric softener. The best version of Jersey remains the extract, but if EDP does not radically change the previous version at least it does not compromise on its dynamics (but does not add a better performance).