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27 de nov de 2016

Alexander McQueen MQueen Parfum - Fragrance Review


Português (click for english version):

Julgando pela forma como foi feita a campanha de lançamento do perfume que reiniciaria a marca em tal segmento, era possível de se esperar que McQueen seria um perfume grandioso, ousado e sedutor, algo noturno como o frasco e o conceito prometia. Outro passo que prometia ir numa direção ousada é o lançamento da concentração parfum antes mesmo de qualquer outra, algo que faz uma alusão aos tempos clássicos da perfumaria, onde a concentração mais rica era o parfum e era a primeira a ser lançada.

Entretanto, mais importante do que a marca onde um lançamento acontecerá é a detentora dos direitos de licença da mesma, e quem está por trás da mesma é a P&G, que parece tratar seus perfumes prestigiosos da mesma forma que seus produtos de limpeza. Por isso, o apelo especial, exótico e noturno que o conceito promete fica mais no papel que na prática mesmo e McQueen é um perfume de Tuberosa seguro e que descasa com todos os outros elementos propostos.

Um conceito de um floral branco e narcótico seria perfeito para a marca, que foi muito ousada em suas duas primeiras criações. Aqui porém, temos uma tuberosa segura, com um pouquinho de cada coisa. Ela abre com um aspecto mais frutal e verde, depois evolui para um corpo floral branco abstrato, com toques de jasmim e ylang-ylang. Há um toque especiado de diversos tipos de pimenta que parece reforçar tanto o aspecto frutado da saída como dar um toque calculado de exotismo no coração. Há as vezes um certo aspecto floral branco cosmético, algo que me parece mais o aroma de um creme de beleza do que de um extrato caro e luxuoso. E por fim, o perfume termina numa base meio que cremosa,amadeirada e com toque de baunilha, nada muito doce, muito seco ou muito desafiador.

A impressão que eu tenho aqui é a mesma que Soleil Blanc me passa: hoje em dia, as grifes de prestígio empurram qualquer coisa dentro de criações mais caras e exclusivas. Falta uma certa paixão que garanta uma coerência e desenvolvimento completo do projeto de acordo com o setor em que ele se incluí. Esse é outro produto feito para vender um conceito e sumir de cena daqui 3 ou 5 anos. Uma fórmula sem face que pode e provavelmente será reciclada em algum "novo' lançamento no futuro

English:

Judging by the way the campaign was conducted to launch  what would restart the brand in the perfume segment, it was possible to expect that McQueen would be a great perfume, bold and seductive, something nocturnal like the bottle and the concept promised. Another step that promised to go in this direction is the launching of the parfum concentration even before any other, something that makes an allusion to the classic times of the perfumery, where the richest concentration was the parfum and was the first to be launched.

However, more important than the brand where a release will take place is its licensee rights, and who is behind it is P & G, which seems to treat its prestigious perfumes in the same way as its cleaning products. Therefore, the special, exotic and nocturnal appeal that the concept promises remains more in the paper than in practice itself and McQueen is a safe Tuberose scent that doesn't go with all the other elements proposed.

A concept of a white and narcotic floral would be perfect for the brand, which was very bold in its first two creations. But here we have a safe tuberose, with a little bit of everything. It opens with a more fruity and green aspect, then evolves into an abstract white floral body with hints of jasmine and ylang-ylang. There is a spicy touch of various types of pepper that seems to enhance both the fruit opening impression and gives a calculated touch of exoticism to the heart. There is sometimes a certain cosmetic white floral aspect, something that looks more like the scent of a beauty cream than an expensive and luxurious pure parfum. And finally, the fragrance finishes on a base that is creamy, woody and with touch of vanilla, nothing very sweet, very dry or very challenging.


The impression I have here is the same as Soleil Blanc passes me: nowadays, the prestigious brands push anything within the more expensive and exclusive creations. There is a lack of passion that guarantees coherence and complete development of the project according to the sector in which it was included. This is another product made to sell a concept and disappear from the scene in 3 or 5 years. A faceless formula that can and will probably be recycled into some 'new' release in the future