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8 de set de 2016

Daniel Barros Barista Lavender Chai e Amberula - Fragrance Reviews

Português (click for english version):

A essa altura da jornada eu acredito que não há muito o que introduzir sobre a bem construída coleção Barista de perfumes inspirados em bebidas. Vamos direto a parte mais interessante do texto:

Amberula

Com Amberula estamos diante de um perfume que se adequa bem ao gosto atual e bem popular dos perfumes gourmands. É uma bebida, porém, onde isso se encaixa muito bem e que captura de forma adequada um conceito abstrato do Amarula. Este é um licor de teor alcoólico de 17% efeito com creme de leite e suco de fruto da árvore africana Maruleira. Amberula mira no contraste entre o cítrico alcóolico e o aspecto doce e cremoso da bebida, ressaltando seu lado exótico pela presença do acorde de ambar na base.

Na saída Amberula tem uma dinâmica similar a do Yuzucello, porém a mandarina é dessa vez utilizada para dar o lado cítrico suculento e azedinho da Amarula. É uma mandarina com nuances açucaradas e licorosas. O ylang-ylang é utilizado ajudar a ressaltar o aspecto frutal e acrescentar um teor floral discreto, algo que junto com a lavanda e especiarias funciona com corpo de sustentação pra a suculência açúcarada e licorosa do acorde fantasia da amarula construído ao redor da mandarina.

A Parte do ambar na composição segue a mesma dinâmica de criação do acorde de couro que o Daniel fez para Cuir Mojito, mesclando algo clássico a uma interpretação mais moderna. É possível observar materiais ambarados amadeirados que dão um toque amadeirado seco de fundo ao acorde ambarado ao mesmo tempo que a mirra e o opoponax criam uma sensação mais powdery, resinosa e densa na notas de fundo. Amberula é uma boa pedida para os que gostam da tendência gourmand comercial e que gostariam de se aventurar em algo que consiga ser diferente e ao mesmo tempo trazer algo familiar e aconchegante dos gourmands que temos por aí.

Lavender Chai

Eu tinha uma concepção de que o Chai era uma bebida tipicamente indiana e enquanto pesquisava para escrever sobre essa criação do Daniel Barros percebi que a existência do Chai é anda praticamente junta com a do próprio chá, derivando de uma palavra em Mandarin. O Chai que conhecemos é uma composição que mistura mel, especiarias, leite e chá preto.Entretanto não há, pelo que entendi, uma fórmula fixa do Chai e ele tem variações de acordo com a cultura, como por exemplo na cultura indiana onde o chai pode incorporar ervas conhecidas da medicina ayurvédica.
A Escolha da lavanda para acompanhar um blend criativo em torno do Chai é perfeita e para mim Lavender Chai é um dos meus perfumes favoritos da coleção barista, transmitindo na medida comforto, exotismo e riqueza. Muitas pessoas tem um certo preconceito com perfumes de lavanda, mas o fato é que uma lavanda bem encaixada em um perfume não apenas empresta suas propriedades calmantes e revigorantes como também harmoniza, dá corpo e levanta a composição. É o caso aqui.

Lavender Chai abre com uma saída maravilhosa e quente, um misto de aroma de mel, frutas e a dose certa de cravo e canela para dar o tom especiado sem roubar a cena. O acorde de chá verde que surge logo em seguida é macio, herbal, envolvente e se mistura bem as propriedades aromáticas da lavanda, que confere tanto seu lado herbal como seu lado mais doce e powdery a composição. Esse aparece mais no final, se misturando aos musks macios e as nuances de tonka que perduram na pele.

Um coisa que eu aprendi ao longo da minha jornada é que é possível gostar de perfumes que você não gostaria a princípio, mas isso não muda os que falam diretamente ao seu coração. Esse é um deles. O aroma quente, envolvente e macio do conceito de chá do Lavender Chai atinge as minhas emoções mais cruas e faz com que eu me sinta feliz, mesmo sem motivo aparente.

English:

At this point of the journey I believe there is little to introduce on the well-built  Barista collection of perfumes inspired by drinks. Let's cut out to the most interesting part of the text:

Amberula

With Amberula we presence a scent that fits well with the current and very popular taster for gourmand perfumes. It's a drink, howeever, where this fits well and captures properly an abstract concept of Amarula. This is an liquor of an alcoholic content of 17% made with cream and the juice of the fruist from African tree Maruleira. Amberula sights on the contrast between the alcoholic citrus and the sweet and creamy nuances of the drink, highlighting its exotic side by an ambar chord present at the base.

Amberula's oepning has a similar dynamic to the Yuzucello one, but with the mandarin orange being used this time to give the juicy citrus and bitter side of Amarula. It is a mandarin orange with sugared and liquor nuances. The ylang-ylang is used to help highlight the fruity aspect and add a discreet floral content, which along with lavender and spices works to create body and support the sugar juiciness and licquor amarula fantasy accord built around the mandarin orange.

Part of Ambar in the composition follows the same dynamic creation of leather accord that Daniel did to Cuir Mojito, mixing something classic to a more modern interpretation. You can smell woody amber materials that give a dry woody touch to the background of the amber accord while myrrh and opoponax create a more powdery, resinous and dense impression in the basenotes notes. Amberula is a good choice for those who like the mainstream gourmand trend and would like to venture into something that can be different and at the same time bring something familiar and the warm of gourmands we have in the market.

Lavender Chai

I had an idea that Chai was a typical Indian tea and while researching to write about this Daniel Barros ceration I realized that the existence of Chai is practically walking together with the tea itself, deriving from a word in Mandarin. The Chai we know is a composition that mixes honey, spices, milk and black tea.But there isn't, as I understaood, a fixed  Chai formula and it can habe variations according the culture, such as in Indian culture where the chai can incorporate herbs known Ayurvedic medicine.

The Choice of lavender to follow a creative blend around the Chai is perfect for me and Lavender Chai is one of my favorite perfumes in Barista collection, transmitting on the right measure comfort, exoticism and richness. Many people have a certain prejudice with lavender scents, but the fact is that a well-fitted lavender in a perfume not only lends its soothing and invigorating properties but also harmonizes, gives body and raises the composition. This is the case here.

Lavender Chai opens with a wonderful and warm output, a mixture of honey aroma, fruit and a certain amount of cloves and cinnamon to give the spicy tone without stealing the scene. The Green tea accord that soon arises then is soft, herbal, welcoming and mix well with the aromatic properties of lavender, which gives both its herbal side as its sweeter and the powdery nuances to the composition. This appears more in the end, mingling with soft musks and tonka nuances that linger on the skin.

One thing I learned along my journey is that it is possible to like perfume that you do not like at first, but it does not change what speaks directly to your heart. This is one of them. The warm, engaging and soft concept of tea in Lavender Chai reaches my rawest emotions and makes me feel happy, even for no apparent reason.

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