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6 de jul de 2016

Thierry Mugler Amen Pure Tonka - Fragrance Review



Conforme eu expliquei na minha avaliação do Amen Pure Wood, o sucesso dos flankers da linha tem se baseado no balanço entre ser capaz de manter a ligação clara com o tradicional ao mesmo tempo em que é possível explorar novas texturas aromáticas dentro da fórmula, criando assim uma fragrância que vale a pena ter para quem já possui edições anteriores. Pure Tonka tem uma dificíl missão no meu ponto de vista: já há um histórico de flankers que se mostraram excelentes e populares (Pure Coffee, Pure Malt, Pure Havane), bons e pouco conhecidos (Pure Wood), e os que nada acrescentaram de interessante (Taste Of Fragrance, Pure Leather). De certa forma esse novo integrante da família cai em um meio termo entre os mais bens sucedidos e os pouco interessantes.

Explorando conceitualmente a extração the um aroma tostado de fava tonka, essa variação explora as nuances da tonka: seu lado que remete a cerejas, seu aspecto aromático de grama (bem explorado nos fougeres clássicos) e o lado mais lactônico e um pouco queimado. A Lavanda é trazida aqui para reforçar esse aspecto mais aromático e contrabalancear a doçura vanílica e açucarada que é trazida de fundo. E por fim, temos duas pontas dando o aroma mais seco a composição: na saída o cheiro de café torrado, uma nota clássica do Amen tradicional, e o aroma de patchouli e algo meio ambarado na base.

Descrevendo as nuances dele é possível perceber uma ideia interessante de fato, porém falta um fator de surpresa na composição, e que nesse ponto do jogo é essencial para que ele faça parte dos melhores da linha. A combinação de café, lavanda, baunilha e patchouli é trabalhada aqui de uma forma muito similar a duas criações de Maurice Roucel: Rochas Man e Bond No 9 New Haarlem. As vezes o aroma de cereja da tonka e um aspecto mais queimado é que dá uma distinção a ideia, mas de forma geral ela remete demais a esses perfumes. Já em outros momentos, entretanto, ele parece apenas o Amen tradicional um pouco mais doce. 

De forma geral, Pure Tonka é um flanker da linha que pelas primeiras impressões te deixa dividido. Há nuances interessantes, mas a execução parece derivada de outras criações e não se distingue o suficiente do tradicional. Para alguém que já tenha todas as edições anteriores, talvez não se destaque como um dos melhores da linha. Porém, para alguém que gosta do tradicional, gosta da ideia de café com lavanda e gostaria de ver um quê de cerejas ou um aroma de tonka mais destacado, é um perfume que tem seu charme e que vale a pena conhecer.

English:

As I explained in  Amen Pure Wood review, the success of the flankers of this line have been based on the balance between being able to keep a clear link with the traditional at the same time it is possible to explore new aromatic textures within the formula, creating a fragrance that is worth having for those who already have the previous ones. Pure Tonka has a difficult task in my point of view: there is already a history of flankers that showed to be excellent and popular (Pure Coffee, Pure Malt, Pure Havane), good and little-known (Pure Wood), and which added nothing interesting (Taste Of Fragrance, Pure Leather). In a way this new family member falls into a middle ground between the most successful ones and the uninteresting others.

Conceptually exploring the extraction of roasted tonka bean aroma, this variation explores the nuances of tonka: its side that reminds you of cherries, its aromatic grass aspect (well explored in the classic fougeres) and more lactonic and burnt side. The Lavender is brought here to reinforce this more aromatic part and counteract the vanillic and sugary sweetness that is brought back. Finally, we have two ends giving a driest aroma to the composition: at the opening the smell of roasted coffee, a classic note of traditional Amen, and a patchouli and something kind of amber aroma in the base.

Describing the nuances of it you can see an interesting idea indeed, but one lacking a surprise factor in the composition, and in this point of game is essential for it to be part of the best of the line. The combination of coffee, lavender, vanilla and patchouli is crafted here in a very similar way of  two Maurice Roucel creations: Rochas Man and Bond No 9 New Haarlem. Sometimes the cherry aroma and burnt  tonka aspect is that it gives a distinction to idea, but in general it reminds you of these other perfumes. At other times, however, its just seems the traditional Amen a little sweeter.

Overall, the first impression of Pure Tonka as a flanker in the line leave you divided. There are some interesting nuances, but the execution seems derived from other creations and not distinguished enough from the traditional. For someone who already has all previous editions, it may not stand out as one of the best. But for someone who likes the traditional, like the idea of coffee with lavender and would like to see a hint of cherries or a more prominent tonka aroma, is a scent that has its charm and it's worth knowing.

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