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20 de jul de 2016

Hermès Equipage - Fragrance Review

Português (click for english version):

Equipage foi o primeiro perfume masculino lançado pela Hermès na década de 70 e a impressão que eu tenho é que a casa não poupou esforços ao criá-lo. Escolheu um perfumista muito talentoso e criador de belos clássicos para tal tarefa, Guy Robert. Os perfumes de Guy Robert parecem sinfonias clássicas, bem orquestradas, de muito bom gosto independente do sexo do público-alvo da criação. E, assim como Bel-Ami, Equipage é outra criação capaz de resistir ao tempo e as reformulações necessárias sem perder a beleza.

Não é necessário saber o ano de criação de Equipage para se dar conta de que se está diante de um perfume do passado, criado em uma época onde a evolução aromática bem pensada e demorada era valorizada em vez do aroma linear e da gratificação instantânea dos perfumes de hoje. Equipage é cheio de detalhes e tem esse ar sofisticado retrô que para alguns pode parecer datado mas para mim é algo cada vez mais raro de se encontrar.

A saída tem um quê aldeídico seco equilibrado por um aroma cítrico que aparece de forma bem rápida. Eles funcionam para mim como mensageiros da riqueza especiada quente e envolvente do perfume. A combinação de canela, flor de cravo e pau-rosa dá ao perfume um aroma picante, doce e quase licoroso, algo que remete a uma bebida quente e deliciosa de um dia de inverno. O aroma de ervas e do abeto ajudam de forma secundária a balancear esse cheiro licoroso e especiado floral que se forma.

A base de Equipage me remete a riqueza das bases de perfumes femininos do passado, que sempre tiveram um ar compartilhável devido ao equilíbrio de aromas amadeirados e vetiver com musks levemente animálicos e atalcados. É uma finalização abstrata e sutil, porém de ótima duração e perceptível por um bom tempo e é uma forma de terminar bem um perfume que parece ter sido pensado nos pequenos detalhes para ser um excelente primeiro perfume masculino para a marca.

English:

Equipage was the first masculine perfume launched by Hermès in the 70s and the impression I have is that the house has spared no effort to create it. They chose a very talented perfumer and creator of beautiful classic for such a task, Guy Robert. The Guy Robert perfumes seem like classical symphonies, well orchestrated, creations of very good taste independent of the sex audience. And as Bel-Ami, Equipage is another creation able to withstand the time and the necessary reformulations without losing its beauty.

It is not necessary to know the year of creation of Equipage to realize that we are facing a perfume of the past, created at a time when well thought and slow aromatic evolutions were valued instead of linear aromas and instant gratification of perfumes of today. Equipage is full of detail and has that retro sophisticated air that for some may seem dated but for me it is something increasingly rare to find.

The opening has a balanced hint of dry aldehydic touch with a citrus scent that appears very quickly. They work for me as messengers of the hot spicy and enveloping richness of this perfume. The combination of cinnamon, carnation and rosewood gives the fragrance a spicy, sweet and almost liqueur aroma, which reminds you of a hot and delicious drink for a winter day. The aroma of herbs and fir help secondarily to balance that liqueur and floral spicy smell that formes.


In the final stage Equipage brings me the wealth of perfume bases of the past, who have always had a shareable impression due to the balance of woody aromas and vetiver with slightly animalic and powdery musks. It is an abstract and subtle finish, but with a great duration and noticeable for a long time and is a way to end a good perfume that seems to have been thought in the little details to be an excellent first male perfume for the brand.

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