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28 de jul de 2016

Armani Privé Rouge Malachite e Vert Malachite - Fragrance Reviews



Português (click for english version):


A grife italiana Giorgio Armani não é uma novata quando se trata de explorar o universo mais exclusivo da perfumaria comercial, aquele que oferece uma perfumaria focada em preferências mais específicas e que mira os consumidores do segmento de nicho. Há quase 12 anos a linha Armani Privé combina uma bela apresentação com aromas que vão do mais comercial ao mais conceitual - do cítrico simples e agradável de Eau de jade ao maravilhoso incenso de Bois d'Encens. Como sempre atenta ao que acontece no mercado, a marca acabou de lançar duas fragrâncias inspiradas e voltadas ao público Russo, um que tem sido uma grande aposta do segmento mais aspiracional e caro da perfumaria.

É uma escolha inteligente a da Malaquita como mineral para homenagear a Rússia. O país é um dos maiores depósitos naturais de tal minério e as pedras preciosas produzidas a partir dele tem um aspecto único e exótico que combina com a imagem que é vendida da Rússia a outros países. Ela permite também a marca produzir um aspecto visual extravagante e luxuoso, uma das coisas que o mercado russo mais valoriza quando se trata de fragrâncias mais seletivas. É uma agradável surpresa, entretanto, que não houve um descuido com relação a composição dos perfumes, que soam ricos, bem acabados e multifacetados em seu aroma.

Tanto Rouge como Vert Malachite giram em torno da complexidade e opulência das flores brancas e funcionam para mim como visões complementares do tema, mudando principalmente o bouquet de tais flores como a base na qual elas se desenvolvem. Dos dois eu diria que o meu favorito é Rouge Malachite, uma harmonia complexa que gira ao redor de jasmim, flor de laranjeira e tuberosa. A princípio seu aroma me lembrou o cheiro narcótico e noturno da laranjeira da versão original do Dior Addict, entretanto para minha surpresa seu aroma não se mostrou pesado ou doce demais. Há um toque leve de pimenta rosa que dá um frescor especiado frutado a parte floral inicial. Conforme o perfume evolui, é possível perceber o aspecto mais lactônico e ceroso do jasmim e uma tuberosa exótica, de nuances florais verdes. A base termina num aroma amadeirado de nuances almiscaradas e de vetiver que me surpreendeu, pois da forma que é construído parece fazer uma homenagem aos clássicos femininos do passado.

Se Rouge Malachite é um buquê narcótico e complexo de flores brancas com uma base mais clássica, Vert Malachite é uma interpretação mais direta e até mesmo um pouco mais linear da ideia. Pela cor verde eu esperava talvez algo que tivesse nuances de grama, gálbano ou de folhas, mas ao ser borrifado na pele seu cheiro imediatamente te faz pensar numa textura olfativa de seda com um aspecto adocicado, algo que parece misturar vanilina e musks principalmente. Em cima dessa impressão se desenvolve um aroma floral branco com um jasmim mais delicado, que parece ser o responsável por encarnar o aspecto verde a ideia floral branca. Ele é combinado ao cheiro de lírios que para mim são tímidos considerando a opulência dessa flor branca. É possível perceber também um floral branco frutado e equilibrado de um ylang-ylang que se não é natural é um acorde muito bem feito da flor. Vert me parece mais jovial quando comparado a Rouge Malachite mas a dupla tem uma elegância exótica de excelente performance que cumpre muito bem o papel de engarrafar um líquido condizente com a apresentação e faixa de preço cobrada.

English:

Italian designer Giorgio Armani is not a novice when it comes to exploring the most exclusive world of commercial perfumery, one that offers a perfumery focused on more specific preferences and targeting consumers in the niche segment. For nearly 12 years the line Armani Privé combines beautiful presentation with aromas ranging from commercial to more conceptual - from the simple and pleasant citrus in Eau de Jade to the wonderful incense of Bois d'Encens. As always attentive to what happens in the market, the brand has just released two inspired fragrances that targets the Russian public, who has been a great bet in the more aspirational and expensive segment of perfumery.

It is a smart choice to use Malachite mineral to honor Russia. The country is one of the largest natural deposits of this mineral and precious stones produced from it has a unique and exotic appearance that matches the image that is sold from Russia to other countries. It also allows the brand to produce an extravagant and luxurious visual aspect, one of the things that the Russian market values ​​most when it comes to more selective fragrances. It is a pleasant surprise, however, that there was not an oversight regarding the composition of perfumes, that sound rich, well finished and multifaceted in its aroma.

Both Rouge and Vert Malachite revolve around the complexity and opulence of white flowers and work for me as complementary visions theme, mainly by changing the bouquet of flowers such as the basis on which they develop. Of the two I would say my favorite is Rouge Malachite, a complex harmony that revolves around jasmine, orange blossom and tuberose. At first its scent reminded me the narcotic and noturne orange blossom smell in the original version of Dior Addict, but to my surprise the scent was not heavy or too sweet. There is a touch of pink pepper that gives a fruity spicy freshness to the initial floral part. As the scent progresses, you can see the most lactonic and waxy jasmine and a exotic tuberose, one that adds green floral nuances. The base ends in a woodsy scent of musky and vetiver nuances that surprised me, because the way it is built seems to pay homage to female classics of the past.

If Rouge Malachite is a narcotic and complex white flowers bouquet with a more classical base, Vert Malachite is a more direct interpretation and even a bit more linear of the idea. Considering the green color I expected maybe something that had grass, galbanum or leafy nuances, but when I sprayed it on the skin the smell immediately makes me think of a silky texture with a sweet olfactory aspect, something that seems to mix vanillin and musks mainly. On top of that impression develops a white floral scent with a more delicate jasmine, which seems to be responsible for embodying the green aspect of the white floral idea. It is combined with the smell of lilies which for me are shy considering the opulence of this white flower. You can also notice a fruity and balanced floral white of a ylang-ylang that if it's not natural is a very well done flower accord. Vert seems more youthful compared to Rouge Malachite but the duo has an exotic elegance of excellent performance that meets very well the role of bottling a consistent liquid with the presentation and price range charged.

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