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8 de jun de 2016

DSH Perfumes Oeillets Rouges e Albino - Fragrance Reviews


Português (click for english version): 

O Mundo das cores, suas matizes e o que elas podem transmitir da forma que são usadas não são conceitos novos para Dawn Spencer Hurwitz. Começando sua carreira artística como pintora e se tornando perfumista a partir de 1991, Dawn de forma recorrente resgata as cores como inspiração para seus perfumes e cada cor em sua mão ganha uma nuance, uma emoção, um estilo e uma história. São conceitos que apesar de serem explorados com as associações esperadas não se mostram óbvios ou simples em sua execução.

Para Oeillets Rouges, a perfumista se inspira no vermelho escarlate para retratar de forma artística e livre o aroma das Flores Vermelhas de Cravo de seu jardim. A escolha da cor é interessante, já que o vermelho escarlate me parecer ter uma espécie de aura aveludada, nobre e vintage que combina perfeitamente com o cheiro dessa flor. Flores de Cravo fizeram parte dos momentos de ouro da perfumaria e então saíram de moda com seu cheiro powdery e picante,com alguns exemplares aparecendo de tempos em tempos. Oeillet Rouge captura bem essa sensação da flor de cravo: quente, macia, picante, com um que negro que remete as vezes a um chocolate bem amargo. Há algo para mim que soa como frutas cítricas não adocicadas. Nuances do aroma de couro do sintético de isobutil quinoleina me parecem ser utilizada para reforçar o caráter retrô ao mesmo tempo que passa uma nuance secundária de pimenta verde. As resinas de fundo junto com o sândalo e a baunilha criam uma base quente, fofa e aconchegante que estende a sensação de veludo floral vermelho da composição.

Um de seus lançamentos recentes, Albino mostra o quanto Dawn é versátil ao ir do retrô powdery floral clássico de Oeillets Rouges para a temática branca, uma que transmite uma modernidade ao mesmo tempo que trás um grande desafio, o de criar algo interessante em cima do que costuma ser explorado predominantemente por musks brancos. A inspiração por trás de Albino são framboesas albinas, um tipo mais raro de ser encontrado. Assim como a fruta, Albino não passa uma sensação puramente branca, e sim um verde tão claro que estaria no limiar da escala de cor verde. Essa sensação me é transmitida por um limão com um leve quê aldeídico, algo que me parece capturar o sumo da fruta. Essa sensação é estendida por um aroma vegetal transparente, delicado, levemente mentolado e frutado, que transmite junto com o limão a parte não adocicada das framboesas. Inevitavelmente Albino termina sua jornada em musks brancos e leves pitadas de madeira e nos convida a sentir novamente a sua saída, que é a parte mais rica e interessante da ideia capturada.

English:

The world of colors, their shades and what they can convey the way they are used are not new concepts for Dawn Spencer Hurwitz. Beginning her artistic career as a painter and becoming perfumer since 1991, Dawn recurrently brings back colors as inspiration her their perfumes and each color in her hand wins a nuance, an emotion, a style and a story. Those are concepts that despite being explored with the expected associations shows to be no obvious or simple in its execution.

To Oeillets Rouges, the perfumer is inspired by the scarlet red to portray in artistic and freeform the aroma of Carnation Red flowers from her garden. The choice of color is interesting, since the scarlet red seem to have a kind of velvety, noble and vintage aura that blends perfectly with the smell of this flower. Carnation flowers were part of the golden moments of perfumery and then went out of fashion with its powdery and spicy smell, with some specimens appearing from time to time. Oeillets Rouges captures well this feeling of the carnation flowers: warm, soft, spicy, with a dark aspect that it seems linked to a very bitter chocolate. There is something for me that sounds like citrus fruits not sweetened and leather aroma nuances of synthetic quinoline isobutyl seems to me to be used to enhance the retro character while passing a secondary shade of green pepper. The base resins along with sandalwood and vanilla create a warm, soft and cozy base that extends the feeling of the floral red velvet in the composition.

One of her recent releases, Albino shows how Dawn is versatile to go from the retro classic floral powdery of Oeillets Rouges to the white theme, one that conveys a modern feel at the same time it brings a great challenge to create something interesting from the usually white musk predominance in this idea. The inspiration behind it are albino raspberries, a rarer to be found type of berry. Just as fruit, Albino isn't just a pure white sensation, but a green so clear that it would be on the brink of green color scale. This feeling to me is transmitted by a lemon with a slight hint of something aldehydic,  which ends capturing the juice of the fruit. This feeling is extended by a transparent ve aroma, delicate, slightly minty and fruity, which transmits with lemon not the sweet part of raspberries. Albino inevitably ends its journey in white and light musks wood pinches and invites us to feel again its opening, which is the richest and most interesting part of the idea captured.

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