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3 de mai de 2016

Zoologist Perfumes Bat - Fragrance Review


Português (scroll down for english version): a essa altura do campeonato já não é novidade o meu apreço pela bela linha de perfumes que Victor Wong tem desenvolvido junto aos perfumistas convidados a criarem para a sua marca, a Zoologist perfumes. Todos os perfumes da linha previamente avaliados no blog mostraram uma perfumaria criativa, bem desenvolvida e de identidade clara, fruto de um trabalho dedicado em transformar uma visão específica - a dos aromas inspirados em animais - em algo plausível, interessante e bem feito.

O Capítulo mais recente dessa saga foi um dos mais bem recebidos pela crítica online internacional, sendo até mesmo elogiado por Luca Turin, conhecido por ser bem exigente com relação a perfumes. E a minha opinião nesse caso está alinhado com a deles, de que Bat é outro acerto, um nesse caso em uma temática mais arriscada, um risco que mostrou ter valido a pena ser corrido.

Para capturar a atmosfera mais sombria, dark e de certa forma primitiva do ambiente onde os Morcegos vivem Victor escolheu e guiou uma das perfumistas do cenário alternativo que se encaixava feito uma luva no projeto, Ellen Covey. Quem já provou algum dos perfumes altamente criativos de Ellen para sua marca Olimpic Orchids sabe que Ellen poderia muito bem ser uma espécie de rainha das trevas da perfumaria, dominando composições esfumaçadas, dark e góticas como poucos.

Victor e Ellen desenvolvem um trabalho interessantíssimo aqui, algo que fica no limiar entre o comercial e o altamente artístico e conceitual. Há realmente primitivo e ao mesmo tempo sagrado em Bat. Uma escolha intelligente de combinar toques frutais, um leve cheiro de uva e nectar de flores a um aroma úmido e terroso, algo que para mim surge principalmente da combinação de geosmin, vetiver e mirra na composição. Produzido pelas bactérias do solo depois da chuva e encontrado também na beterraba, o geosmim passa essa sensação terrosa, úmida e vegetal. Uma espécie de acorde de laranjeira acaba me passando a ilusão da doçura da beterraba no geosmim, referenciando a alimentação do tipo de morcego retratado. O aspecto úmido e mineral do óleo essencial de vetiver é ressaltado junto com o seu cheiro mais amadeirado e herbáceo. Ele junto com a mirra e o incenso ajuda a equilibrar o aspecto mais conceitual da saída.

Talvez para os menos iniciados no universo dos perfumes Bat possa parecer assustador da mesma forma que um morcego assusta a muitos. Mas é questão de estar aberto e curioso ao seu intrigante universo. Ele revela um perfume muito bem construído e estável durante todas as horas em que permanece na pele, uma companhia inusitada que vale a pena ter.

English: at this stage of the game is not new my appreciation for the beautiful line of perfumes that Victor Wong has developed with the perfumers invited to create for his brand, Zoologist Perfumes. All of the previously evaluated fragrances from this line in the blog showed a perfumery creative, well developed and of clear identity, the result of work dedicated to transforming a specific view - the aromas inspired by animals - in something plausible, interesting and well done.

The latest chapter of this saga was one of the most well received by international critics online, even being praised by Luca Turin, known to be very demanding with regard to perfumes. And my opinion in this case is aligned with theirs, that Bat is another hit, one in this case in a more risky issue, which has shown to have been worth it to be run.

To capture the darker atmosphere, obscure and somewhat primitive form the environment where bats live Victor chose and guided one of the perfumers of the alternative scenario that fit like a glove in the project, Ellen Covey. Who has experienced some of the highly creative perfume Ellen develop for her Olimpic Orchids know that she could well be a kind of queen of perfumery darkness, dominating smoky, dark and Gothic compositions as few.

Victor and Ellen develop an interesting work here, something that is on the threshold between the commercial and the highly artistic and conceptual. There is a really primitive and at the same time sacred aura on Bat. A intelligente choice of combining fruity touches, a light grape scent and nectar of flowers to a damp, earthy aroma, which to me comes mainly from the combination of geosmin, vetiver and myrrh in the composition. Produced by bacteria in the soil after rain and also found in beets, the geosmim passes this earthy, damp and vegetable feeling. A kind of orange blossom accord just give me a to geosmin a beet sweetness illusion, referencing the kind of  bat pictured here, a frugivorous one. The wet and mineral aspect of essential vetiver oil is emphasized along with the smell more woody and herbaceous. It along with myrrh and frankincense helps balance the more conceptual aspect of the opening.

Perhaps for the less initiated in the perfume universe of Bat  may seem scary in the same way that a bat scares many. But it's a matter of being open and curious to its intriguing universe. It reveals a very well built and stable scent during all hours that remains on the skin, an unusual company that it is worth having.

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