Pesquisar este blog

27 de mai de 2016

Hermès Eau de Rhubarbe Écarlate e Eau de Néroli Doré - Fragrance Reviews


Português (scroll down for english version):  Pensando na continuidade da assinatura olfativa da marca, a Hermès em Dezembro de 2013 anunciou que a perfumista Christine Nagel passaria a fazer parte do time de criação da marca junto com Jean Claude Ellena. Desde essa época Ellena está passando sua visão e processo de criação para Christine e era certo que uma hora veríamos uma criação de ambos para evidenciar o aprendizado. Em vez de uma, no começo de 2016 a marca anunciou duas criações na linha Les Colognes, uma centrada em uma nota clássica (Eau de Néroli Doré) e uma centrada em uma nota mais contemporânea (Eau de Rhubarbe Écarlate).

Percebo que tanto Rhubarbe Écarlate como Néroli Doré seguem o estilo minimalista chic da marca e não há diferenças gritantes na forma de evolução das duas, o que me faz pensar que Nagel e Ellena estão bem alinhados no processo criativo. O fato é que Christine Nagel é uma perfumista com um estilo amplo, capaz de ir de uma composição minimalista e cristalina como o Eau de Cartier a um oriental rico e complexo Ambre Soie. Sua versatilidade a torna perfeita para se moldar ao estilo de Ellena.

E é isso que presenciamos em Eau de Rhubarbe Écarlate, uma associação inteligente principalmente entre Ruibarbo e Rosa. O Aroma do Ruibarbo é exótico, um misto de aroma frutal, vegetal, salgado e picante. Nagel confere o tratameno Hermès ao Ruibarbo, tornando o delicado e envolvendo o em um acorde de rosas não muito distante do que é encontrado em Kelly Caléche, rosas verdes e acetinadas sem a parte de couro. A base é um ponto que parece uma influência de Ellena na criação, possuindo o aroma transparente e amadeirado de iso e super com uma dose generosa de musk.

Curiosamente, Néroli Doré se destaca em relação aos trabalhos anteriores de Ellena e parece distinto mesmo dentro de uma temática tão clássica como uma colônia centrada em Néroli. Ellena exalta toda o aspecto suculento cítrico da flor e valoriza o que parece ser uma extração de alta qualidade do absoluto da flor. Isso se mantém no coração do perfume, que mostra tanto o lado fresco e limpo do Néroli como seu lado mais carnal de flor branca. É interessante como Ellena usa uma pitada de açafrão para dar um leve quê spicy ao aroma e trazer algo diferente a ideia. A base não é muito distante da encontrada em Rhubarbe Écarlate, com a diferença de privilegiar mais um aroma discreto e limpo de musk em vez do aroma das madeiras.

Tanto Néroli Doré como Eau de Rhubarbe Écarlate soam como duas criações decentes e seguras, sem muitas reviravoltas, inovações ou assinatura olfativa intensa. Mas é o que se esperaria de dois integrantes dentro dessa coleção. Ambos soam como uma espécie de teste de mercado da grife com relação ao processo de transição que foi iniciado. Como tudo na hermés, é um teste de luxo e com riqueza no ponto de vista olfativo - por mais seguro que as duas criações sejam.

English:


Thinking about the continuity of the brand olfactory signature, Hermès in December 2013 announced that the perfumer Christine Nagel would be part of the creation team along with Jean Claude Ellena. Since then Ellena is passing his vision and creative process for Christine and it was sure that one hour we would see the a creation of both to show this learning. Instead of one, at the beginning of 2016 the brand announced two creations in Les Colognes line, one centered on a classic note (Eau de Neroli Doré) and another focused on a more contemporary one (Eau de Rhubarbe écarlate).
I realize that both Rhubarbe Écarlate and Néroli Doré follow the chic minimalist style of the brand and there are no glaring differences in the evolution of the two, which makes me think that Nagel and Ellena are well aligned in the creative process. The fact is that Christine Nagel is a perfumer with a broad style, able to go from a minimalist and crystalline composition as the Eau de Cartier to a rich and complex oriental like Ambre Soie. Its versatility makes it perfect for shaping in the Ellena style.
And that's what we witness in Eau de Rhubarbe Écarlate, an intelligent association mainly between Rhubarb and Rose. The rhubarb aroma is exotic, a blend of fruity, vegetable, salty and spicy nuances. Nagel confers the Hermès treatment to Rhubarb, making it delicate and involving in a rose accord not far from what is found in Kelly Caléche:  green and satin roses minus the leather part. The base is a point that seems an influence of Ellena in the creatuon, possessing a  transparent and woody aroma of iso e super with a generous dose of musk.
Interestingly, Néroli Doré stands out from previous works of Ellena and looks different even within such a classic theme as a neroli centered cologne. Ellena exalts all the juicy citrus aspect of the flower and values what appears to be a high-quality extraction of the flower absolute. This remains in the heart of the perfume, which shows both the fresh and clean side of Neroli as their most carnal side of the white flower. It's interesting how Ellena uses a pinch of saffron to give a light spicy aroma hint and bring something different to the idea. The base is not far from that found in Rhubarbe Écarlate, with the difference of  favoring a more discreet and clean scent of musk instead of the woody aroma.
Both Neroli Doré and Eau de Rhubarbe écarlate sound like two decent and safe creations without many twists and turns, innovation or intense olfactory signature. But it's what one would expect from two members within that collection. Both sound like a sort of market test of the brand in relation to the transition process started. Like everything in Hermes, is a luxury test from a luxury olfactory point of view -  even with the two being safe compositions.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários com relação a postagem? Escreva aqui
Comments related to the post? Write them here