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13 de mai de 2016

Bruno Fazzolari Seyrig - Fragrance Review



Português: Não é a toa que os aldeídos tiveram um destaque e importância na história da perfumaria. Apesar de conhecidos como substâncias de origem sintética, eles estão presente na natureza nas flores, frutas e até mesmo nas especiarias e apenas com a ajuda do avanço da evolução química eles foram primeiramente isolados e então sintetizados. Os aldeídos funcionam como o sal: saiba dosá-los de acordo com a necessidade e eles darão vida a uma composição. Erre a dose e tornarão qualquer coisa intragável.

Como atrizes e atores capazes de interpretar diversos papéis, os aldeídos convém uma gama ampla de sensações: do moderno e futurista ao datado, do floral chique ao aroma de sabonete e shampoo. O Glamour ou a falta dele nos aldeídos depende de como são vestidos e Bruno Fazzolari certamente é consciente disso, utilizando-os de forma glamourosa em Seyrig, uma composição que homenageia os perfumes florais aldeídicos da década de 70.

Os florais de Bruno Fazzolari sempre me passam a impressão de um glamour retrô, seja no aspecto mais romântico em Au Delá ou no mais sóbrio e misterioso de Au Delá Narcisse des Montaignes. Já em Seyrig, o Glamour é grande, clássico e soa como a personagem da Catherine Zeta Jones no filme Chicago: triunfal e impactante. Seyrig abre com toda a pompa dos aldeídos, que convém seus diversos aspecto: o lado brilhante, o que remete a casca de frutas cítricas, o que lembra vela, o que lembra sabonete, estão todos lá. Seyrig usa os aldeídos para enriquecer e dar ainda mais vida ao sofisticado bouquet floral sedoso que apresenta uma mistura de texturas, passando pela sugestão levemente frutal do aroma de ylang, pelo aroma mais terroso e vegetal da iris, pela maciez levemente verde das pétalas de rosa. Por fim, o ato de glamour termina de forma sóbria, quase masculina, com uma base que convém de fato o aroma amadeirado de vetiver e o almiscarado que costumavam aparecer nas composições femininas do passado.

No final das contas, Seyrig nos mostra como seriam os perfumes da década de 70 caso eles continuassem na moda hoje. É uma bela exposição de elegância, estrutura, riqueza e moderação que utiliza importantes personagens da perfumaria para fazer o que eles fazem de melhor.

English:

No wonder that aldehydes had a prominent and important role in the perfumery history. Although known as substances of synthetic origin, they are present in nature in flowers, fruits and even spices and only with the aid of the advance of chemical evolution they were first isolated and then synthesized. The aldehydes serve as the salt: learn to dose them according the need and they will give life to a composition. Miss the dose they and turn anything unpalatable.

As actresses and actors capable of playing various roles, aldehydes convey be a wide range of sensations: from the modern and futuristic to the dated, from the chic floral scent to the soap and shampoo. Glamour or lack thereof in aldehydes depends on how they are dressed and Bruno Fazzolari is certainly aware of this, using them in a glamorous way in Seyrig, a composition that honors the aldehydic floral perfumes of the 70s.

Bruno Fazzolari florals always pass me the impression of a retro glamor, from the most romantic aspect in Au delà to the more sober and mysterious in Au delà des Narcisse Montaignes. Already in Seyrig, Glamour is big, classic and sounds like the character of Catherine Zeta-Jones in Chicago movie: Triumphal and impactful. Seyrig opens with all the trappings of aldehydes, whereas its various aspect: the bright side, the one who refers to citrus peel,the one that reminds candle,the one that reminds soap, they are all there. Seyrig uses aldehydes to enrich and give even more life to the sophisticated silky floral bouquet that features a mix of textures, through slightly fruity hint of ylang scent, the more earthy and vegetal aroma of iris, the slightly green softness of rose petals . Finally, the act of glamor ends soberly, almost masculine, with a base that should actually the woody scent of vetiver and musk that used to appear in the female compositions of the past.


In the end, Seyrig shows us how to be the perfumes of the 70s if they continued in fashion today. It is a beautiful elegance exhibition, structure, wealth and moderation that uses important characters of perfumery to do what they do best.