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5 de mai de 2016

Arquiste Nanban - Fragrance Review


Português (scroll down for english version): ao pesquisar mais informações sobre Nanban percebi algo diferente em relação a Arquiste. Enquanto muitas das marcas se preocupam em dar explicações ralas sobre as inspirações de seus produtos, Carlos Huber, o criador da marca, tem um cuidado especial e excepcional em expor as inspirações e fundamentos históricos de seus produtos. Isso não tira o mistério ou a mágica do produto como talvez algumas empresas possam pensar; pelo contrário, apenas enriquece e clarifica a experiência.

Pesquisando no site entendi que Nanban é inspirado na última das incursões japonesas ao oriente europeu no século 16 e que seu nome é a transliteração de uma palavra japonesa que surgiu no século anterior para designar estrangeiros e produtos estrangeiros provenientes do oceano. Por isso, Nanban é um oriental visto da visão do ocidente, com produtos trazidos do continente europeu nessa última viagem de exploração. É um oriental que trás um choque de culturas entre elementos clássicos do oriente (como osmanthus, açafrão, e chá preto) com elementos preciosos do comércio europeu (café, pimenta, especiarias, couro espanhol, cade).

O resultado final passa uma espécie de textura olfativa de madeira laca - há algo bem sóbrio, polido e de extrema elegância na combinação. Nanban soa de fato como um choque de culturas e em seu cheiro há um contraste entre um incenso delicado e um couro levemente animálico, um aroma mais retrô e uma interpretação bem moderna de um perfume couro amadeirado spicy, algo que tem feito muito sucesso entre o público masculino no momento. É bem interessante como há elementos florais sugeridos bem de leve com o uso do açafrão e do osmanthus, quase levando o perfume em uma outra direção oriental - a dos ricos e preciosos aromas árabes. Mas em vez de ser opulento como a perfumaria árabe, Nanban parece sofrer da interferência da textura mais delicada e quieta dos perfumes japoneses. O que presenciamos aqui é uma história que parece exemplificar a tensão entre uma explosão oriental bem sensual e um aroma sereno, tranquilo e cerimonial do incenso visto pelo ótica dos exóticos materiais advindos do continente europeu. Um belo perfume com uma história sólida e interessante.

English:While searching for more information about Nanban I noticed something different about Arquiste. While many brands are concerned to give sparse explanations of the inspirations of their products, Carlos Huber, the creator of the brand, has a special and exceptional care to expose the inspirations and historical foundations of his creations. This does not take away the mystery and the magic of the product as perhaps some companies might think; on the contrary, only enriches and clarifies the experience.

Searching on the site I understand that Nanban is inspired by the last of the Japanese incursions into the European continent in the 16th century and its name is a transliteration of a Japanese word that appeared in the previous century to designate foreigners and foreign products from the ocean. So Nanban is an oriental composition seen from the west view, with products brought from the European continent this last journey of exploration. It is an oriental that brings a clash of cultures between classic orient elements (such as osmanthus, saffron and black tea) with precious elements of European trade (coffee, pepper, spices, Spanish leather, cade).

The end result becomes a kind of touchable texture lacquer wood - there is something very sober, polished and extreme elegance in combination. Nanban sounds indeed like a clash of cultures and its smell there is a contrast between a delicate incense and a slightly animalic leather, a more retro scent and a very modern interpretation of a perfume leather woody spicy, something that has made great success among the male audience recently. It is very interesting as there are very lightly suggested floral elements with the use of saffron and osmanthus, almost taking the perfume in another eastern direction - to the rich and precious Arab aromas. But instead of being opulent as the Arab perfumery, Nanban seems to suffer from the interference of the most delicate and quiet texture of Japanese perfumes. What we are witnessing here is a story that seems to exemplify the tension between a very sensuous oriental explosion and a serene aroma, quiet and ceremonial incense seen by the optics of exotic materials arising from the European continent. A beautiful scent with a solid and interesting history.

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