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19 de abr de 2016

Le Labo Thé Noir 29 - Fragrance Review


Português (scroll down for english version): 

Houve uma certa preocupação pelos fãs da Le Labo quando no final do ano passado sua aquisição foi anunciada pelo grupo Estee Lauder. Porém, ao que tudo indica ainda não há grandes mudanças na marca e eu acredito que nem haverão. O fato é que a Le Labo surgiu da mesma forma que várias marcas de nicho, de pessoas que trabalharam na indústria no segmento comercial e que um dia resolveram fazer as coisas do seu jeito.

Isso na minha visão certamente trás algum expertise e aspecto comercial ao negócio que é desenvolvido e no caso da Le Labo o que foi desenvolvido caiu nos gostos do público e se tornou cult a ponto de chamar a atenção da Estee Lauder. Porém, a Le Labo, salvo alguns perfumes, nunca foi uma marca realmente alternativa a não ser pela sua forma de produção dos perfumes e das embalagens. E em Thé Noir 29 não temos nada que fuja disso.

Como muitos dos perfumes da marca, Thé Noir não tem exatamente uma relação direta com o nome apesar de ser o aroma predominante entre os 29 componentes da fórmula. Pode ser que a minha expectativa quanto ao aroma de chá preto não seja correspondida pela extração especial do óleo essencial das folhas, divulgado pela marca como um diferencial do perfume. Em vez de herbal e esfumaçada, a visão que Thé Noir me passa é a de um chá macio, luminoso, algo que remete aos tons de mel do chá branco ou ao aroma de um chá de rosas. Ao redor dele é construído um aroma chypre amadeirado aos moldes do aroma luminoso e agradável do Narciso Rodriguez. A diferença talvez esteja em favorecer justamente o aspecto mais almiscarado da ideia e deixar o aroma levemente doce e um pouco frutado do chá brilhar. E o brilho do Thé Noir 29 é justamente o que se esperaria de uma perfumaria comercial bem feito e mais cara, um brilho luxuoso,acessível e de excelente duração.

English: 

There was some concern by Le Labo fans when late last year the brand acquisition was announced by Estee Lauder. However, it seems that there is no major changes in brand and I believe there will be neither. The fact is that Le Labo came just as several niche brands, from people who worked in the industry in the commercial segment and one day decided to do things their way.

This in my view certainly brings some expertise and commercial aspect of the business that is developed and in the case of Le Labo what was developed fell in the tastes of the public and became cult enough to draw the attention of Estee Lauder. However, Le Labo, except some perfumes, was never really an alternative brand except for to its way of production of perfumes and packaging. And Thé Noir 29 have nothing that escape to this image they have constructed.

Like many of the brand perfume, Thé Noir has not exactly a direct relationship with the name despite being the predominant flavor among the 29 components of the formula. It may be that I expect the black tea flavor is not matched by the special extraction of essential oil from the leaves, released by the brand as a differential in the perfume. Instead of a smoky and herbal tea, the vision Thé Noir gives me is a soft, bright tea, which refers to the honey tones of white tea or aroma of tea roses. Around it is built up a  woody chypre scent in the molds of the bright and pleasant aroma of Narciso Rodriguez. The difference may be in just encourage more musky aspect in the idea and let the slightly sweet aroma and fruity tea shine. And the brightness of Thé Noir 29 is just what one would expect from a commercial perfumery well done and most expensive, luxurious shine, affordable and of excellent duration.