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27 de abr de 2016

L'Acqua di Fiori Vòlgere - Avaliação


Me lembro que quando eu comecei a me interessar de forma mais intensa por perfumes há uns 10 anos atrás eu tinha o passatempo de ficar namorando online os frascos de perfumes tanto nas perfumarias nacionais como nas importadas. O dinheiro era escasso e portanto eu olhava os preços, fazia planos e lista das coisas  que gostaria de ter. E me lembro que quando visitava o site da Lacqua di Fiori Vólgere era um dos que sempre me chamava a atenção.

Na época não tinha a mesma mente mais liberal para usar o que me der vontade, porém o frasco sofisticado e diferente do Vólgere me passava uma impressão sofisticada e mais premium em relação a outros produtos nacionais. Hoje, parte da linha de clássicos da marca, Vólgere perdeu seu frasco característico, mas ao sentir seu perfume na pele durante um dia todo percebo que seu perfume é um sofisticado e sensual, o que eu esperaria que fosse engarrafado naquela apresentação.

As vezes é perigoso ir pelas comparações que encontramos na web para tentar descobrir se um determinado perfume seja nacional ou importado se parece ou se inspira em outro. Alguns usuários apontam a semelhança entre Vólgere e Eden, porém o aroma verde, exótico e carregado em pólen e mimosa do Eden não aparece aqui. No lugar dele, temos um chypre no meio do caminho entre um clássico e um moderno, algo nos mesmos moldes do que o estilista Tom Ford concebeu para a Gucci em 1999 com o perfume feminino Rush.

Tanto Rush como Vólgere me fazem pensar no aroma frutado e quase similar ao cheiro de xarope que pode ser percebido na saída do clássico Trésor da Lâncome. Porém, ambos se apropriam disso em um contexto chypre, marcado pelo aroma do patchouli e do musgo de carvalho. É como se Vólgere testasse, da mesma forma que o Rush, até que ponto o acorde de pêssego do Mitsouko poderia ser amplificado na direção do aroma do musgo de carvalho e do patchouli. E entre eles, um acorde floral sensual, branco e marcante harmoniza e preenche a evolução de um belíssimo perfume. Um que surpreende, a propósito, pela excelente duração e fixação considerando as limitações nacionais de concentração para se enquadrar na categoria deo-colônia e não encarecer demais o produto ao consumidor final.