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10 de abr de 2016

Heeley Chypre 21 - Fragrance Review


Português (scroll down for english version):  com quase 100 anos de vida, a serem completados em 2017 se levarmos em conta o lançamento da Coty em 1917, a família olfativa Chypre é uma das que sofreu a maior repaginada em anos recentes com o advento do que se chama hoje de Chypre Moderno, que move o contraste entre musgo, labdanum e bergamota para patchouli,  acorde floral frutado doce e musks. Os mais puristas condenam a existência dessa nomenclatura, que apesar de não ter uma ligação direta com os perfumes clássicos chypres caiu nos gostos do consumidor. E já o consumidor de forma geral não se identifica mais com a estrutura austera e misteriosa de um chypre clássico. E nesse impasse há poucos lançamentos ainda que procuram se manter fieis a ideia original e tentarem soar modernos. Chypre 21 de James Heeley é um deles.

Se há um estilo que vende bem e que se mostra ainda bem popular nos dias atuais é o estilo minimalista/segunda pele, o qual a casa Heeley domina bem e utiliza de forma diversificada em seus diferentes perfumes. Ao propor um Chypre do século 21, é natural então que vejamos a marca trazer a estrutura para essa característica. E isso faz de Chypre 21 para mim uma espécie de chypre  retrô transparente e miniimalista.

Os elementos clássicos de um chypre estão presentes, entretanto eles são diminuídos em volume, na minha visão, para que não tragam um aspecto pesado a fórmula. A saída tem um tom cítrico aldeídico bem agradável e limpo, que sugere um aspecto clássico sem trazer um tom atalcado ou antiquado. A parte floral da composição é mais sugerida do que entregue e se mistura ao que parece uma base de um chypre couro, onde vemos toques de musgo de carvalho, patchouli e algo similar a bétula. Por fim, Chypre 21 se mostra bem macio na pele, com uma boa dose de musks, porém sem a doçura que se encontraria em um chypre moderno.

Eu sempre achei que os perfumes Heeley são excelentes para uso no calor e Chypre 21 não é exceção. Ele possibilita sentir, mesmo que de forma suave, o estilo musgoso, terroso e levemente salgado de um chypre clássico em uma temperatura onde em geral isso não é possível. E também funciona como uma espécie de introdução para quem nunca usou um chypre clássico, como se fosse uma espécie de chypre para iniciantes. É certamente moderno como a marca desejava, agora só resta saber se consegue agradar tanto ao consumidor de forma geral como ao mais exigente/purista.

English:

With almost 100 years, to be completed in 2017 if we take into account the launch of Coty in 1917, the olfactory family Chypre is one that suffered the biggest makeover in recent years with the advent of what is today called modern chypre, moving the contrast between moss, labdanum and bergamot for a combination of patchouli, sugary fruity flowers and musks. Purists condemn the existence of that classification, which despite not having a direct link with the classic chypre perfume fell in consumer tastes. Also, the general consumer does not identify more with the austere and mysterious structure of a classic chypre. And in this impasse few releases still looking to stay true to the original idea and try to sound modern. Chypre 21 James Heeley is one of them.

If there is a style that sells well and that shows still very popular nowadays is the minimalist style / second skin, which the Heeley house dominates well and uses in a diversified fashion in their different perfumes. By proposing a 21st century chypre, it is only natural then that we see the brand bring the structure to this composition style. And that makes Chypre 21 for me a kind of a transparent and minimalist retro chypre.

The classic elements of a chypre are present, but they are diminished in volume, in my view, so do not bring a heavy feeling to the formula. The opening has a citric aldehyde tone very pleasant and clean, which suggests a classic impression without being powdery or old-fashioned. The floral part of the composition is more suggested than delivered and mixed to it seems to be base of a leather chypre, where we see oak moss and patchouli touches and something similar to birch. Finally, Chypre 21 ends very soft on the skin, with a good dose of musks, but without the sweetness that would be in a modern chypre.


I always thought the Heeley perfumes are excellent for use in the heat and Chypre 21 is no exception. It enables that you presence, even if gently, a mossy, earthy and slightly salty style of a classic chypre at a temperature which in general it is not possible. It also functions as a sort of introduction for those who have never used a classic chypre, like a kind of chypre for beginners. It is certainly modern as the brand wanted, now only remains to be seem if they were able to please both the consumer in general as the most demanding / purist.