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15 de fev de 2016

Natura Amó Arrepio


Eu confesso que nem sempre entendo a lógica da Natura. Ou acredito que há alguma lógica para ser sincero. Afinal, uma empresa que presa por ser inovadora continua insistindo em lançar produtos como os perfumes femininos da linha Amó, que além de não serem nada inovadores soam apáticos e sem vida. Descontinuam dois perfumes suaves da linha e substituem por dois outros que conseguem ser piores que eles. Arrepio apenas é um pouco menos pior que o Amó Feminino, mas ainda sim tem tanta graça quanto assistir aos programas da TV Senado.

Você olha a pirâmide e as notas divulgadas pelo marketing para Amó Arrepio e fica confuso ao provar o perfume na pele. É prometido o encanto da bergamota, frutas aquosas, bouquet floral de muguet e rosa, ousadas especiarias (pimenta rosa e canela, quanta "ousadia"), sândalo, benzoin e notas gourmand. O perfume é descrito como uma envolvente e aconchegante surpresa.

Sinceramente? Eu diria que a criação é uma apática e pálida mesmice que a marca por preguiça insiste em lançar vez após vez - fez o péssimo e caro Essencia Estilo Feminino, o quase inexistente Amó, o perfume sem graça de Maracujá Roxo e o pior de todos, o aroma de desodorante aguado do natura humor perfeito. Não importa quais notas sejam escolhidas para descrever, o resultado é sempre parecido, um musk aguado do mais barato possível com toques escassos de outras notas. No caso do Amó Arrepio, alguma coisinha doce aqui, um tom frutado ali, um leve toque floral.  Nada com muita emoção, corpo ou personalidade. Ter vida num perfume feminino da natura ou é luxo ou ofensa em vários casos.

Eu digo a empresa: ACORDEM! Deixem de lançar essas porcarias que custam caro e daqui 6 meses a um ano são descontinuadas. Para quê perder tanto tempo com produto assim? É com essas criações duvidosas que vocês querem recuperar a liderança? Vai ser difícil viu. Deixem de serem medrosos e preguiçosos e invistam em criatividade e em aromas que realmente mexem com as nossas emoções. Ou vocês preferem ter que correr atrás do prejuízo quando for tarde demais?