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12 de jan de 2016

Declaration Cologne - Fragrance Review


Português (scroll down for english version): Chega a ser para mim um fato curioso que o Déclaration Pour Homme apesar de ser um dos perfumes mais vendidos da Cartier (representando sozinho 40% das vendas de perfumaria da marca) tenha ficado tantos anos sem receber um flanker sequer que se aproveitasse do seu sucesso. Nos anos em seguida ao seu lançamento tivemos 3 variações - uma versão mais dark (Essence, 2001), uma versão mais light (o desconhecido Bois Bleu, também de 2001)  e uma versão feita para ser usada de forma abundante (Eau Genereuse, 2003). Depois disso durante 7 anos o best seller da marca teve um hiato de flankers até que em 2010 fosse criada a versão Cologne.

Eu imagino que para a atual perfumista in house Mathilde Laurent não deva ter sido uma tarefa fácil mexer em um dos maiores sucessos de um dos perfumistas mais reverenciados da atualidade. Entretanto, se há alguém capaz de manter uma linha minimalista chique e acrescentar novos detalhes é justamente Mathilde. Nessa versão Cologne ela suaviza os aspectos do couro, musgo e das especiarias, de forma que o cominho não se destaca mais nessa versão. No lugar do cominho, temos um delicioso acorde de gengibre, picante na medida, levemente mentolado e bem refrescante. Ele se mistura bem a um aroma floral luminoso e a um cheiro cítrico delicado de limão e laranja, elementos utilizados para dar uma sensação cologne porém de forma mais moderna. Na base, o aroma amadeirado do vetiver acaba se destacando um pouco mais e os musks juntamente com o iso e super criam uma sensação aveludada e amadeirada abstrata.

A versão Cologne chega a ser menos intensa que o tradicional, porém mantendo o frescor cítrico misturado ao aroma de gengibre por um tempo razoável na pele. Assim cria-se uma excelente opção para o calor que não cai numa estrutura cítrica óbvia para passar a ideia e também não deforma a beleza cristalina da ideia original. É para mim uma excelente adaptação para o verão.

English: It becomes for me a curious fact that the Déclaration Pour Homme despite being one of the best selling Cartier perfumes (representing alone 40% of fragrance sales of the brand) has not received during many years a flanker that would take advantage of its success . In the years following the launch we had 3 variations - A darker version (Essence, 2001), a more light version (the unknown Bois Bleu, also 2001) and a version intended for use in abundance (Eau Genereuse, 2003 ). After that for seven years the brand had a best seller flankers gap until in 2010 was created the Cologne version.

I imagine that for the current in-house perfumer Mathilde Laurent  it wasn't an easy task developing a variation of one of of the biggest hits of one of the most revered performers of today. However, if someone is able to maintain a chic minimalist line and adding new details is precisely Mathilde. In this Cologne version it was softened aspects of leather, moss and spices, so cumin does not stand out most in this. Instead of cumin, we have a delicious ginger accord, spicy as slightly minty and refreshing as well. It mixes well with a light floral aroma and a delicate citrus smell of lemon and orange elements used to give a cologne sense but in a more modern form. At the base, the woody scent of vetiver just standing out a bit more and the musks with the iso e super create a velvety and woody abstract feel.

The Cologne version comes to be less intense than the traditional while maintaining a citric freshness cmixed with ginger for a reasonable time on the skin. So it creates an excellent choice for the heat that does not fall in an obvious citrus structure to pass the idea and also does not deform the crystalline beauty of the original. It is for me a great summer variation.