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10 de dez de 2015

Miss Dior Cherie 2008 - Fragrance Review


Português (scroll down for english version): os perfumes, metaforicamente falando, são como pessoas quando passam por transformações em seu cheiro ao sofrerem reformulações. Em alguns, você pode fazer mudanças significativas que a imagem final permanece. Em outros, caso de Miss Dior Cherie, mesmo pequenas alterações em pontos estratégicos dão uma cara bem diferente mesmo que de forma geral não se mude muita coisa.

Eu tenho a impressão de que a mudança entre a versão 2005 e a 2008 é o começo da estratégia da Dior de mirar a rival Chanel e tentar se posicionar de forma parecida. É como se ao trazer da Chanel François Demachy a LVMH, dona da Dior, quisesse começar uma plástica gradual na perfumaria de uma de suas principais marcas. E o primeiro escolhido, ao que parece, foi Miss Dior Cherie.

As mudanças pontuais feitas transformam Miss Dior Cherie no estilo de chypre moderno do Coco Mademoiselle. Reforçam o aspecto do patchouli adocicado e clean, deixam a base mais encorpada e transformam os musks para uma impressão mais macia e menos amadeirada. O aroma floral da parte central da criação perde parte da leveza verde que remetia a magnólia e se transforma mais em uma combinação adocicada de jasmim e rosa. E na saída perde-se as notas frutais doces e que possuíam um aroma caramelado sofisticado e leve. No lugar delas, um aroma mais cítrico e clássico ganha destaque.

Certamente por ser um chipre moderno Miss Dior Cherie não muda tanto em seus 3 pilares, o floral, amadeirado e almiscarado. Mas ele perde parte da sua graça e boa parte do que o torna um Chipre Moderno mais distinto dos outros. Porém, ganha em intensidade no aroma se aproxima de um dos chipres modernos mais vendidos e apreciados. A versão 2008 trocou, assim, identidade por um maior apelo popular e aura de prestígio do concorrente.

English:

Perfumes, metaphorically speaking, are like people when they experience changes in their smell after suffering reformulations. In some, you can make significant changes and the final image remains. In others, the case of Miss Dior Cherie, even small changes in strategic points give a very different face even that they generally do not change much.

I have the impression that the change between the 2005 and the 2008 version is the beginning of Dior's strategy of targeting the Chanel rival and try to position themselves similarly. It's like bringing the Chanel François Demachy LVMH, which owns Dior, wanted to start a gradual plastic in one of its main fragrance brands. And the chosen first, it seems, was Miss Dior Cherie.

The specific changes made transform Miss Dior Cherie in modern chypre style of Coco Mademoiselle. It's enhanced the appearance of the sweet and clean patchouli and the base is left more thick and the musks got transformed for a softer impression and less woody. The floral aroma of the central part of creation loses some green lightness which remembered magnolia and turns more into a sweet combination of jasmine and rose. And the opening lost its sweet fruity notes and  the sophisticated and light caramel aroma. In their place, a more citrus aroma and classic stands out.

Certainly for being a modern chypre Miss Dior Cherie does not change much in its three pillars, floral, woody and musky. But it loses some of its grace and much of what makes it a more distinct of its kind. However, it gains in intensity in the aroma and approaches one of the most sold and appreciated modern chypres. The 2008 version changed thus identity by greater popular appeal and competitor prestigious aura.