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30 de dez de 2015

Hugo Red, Dolce & Gabbana Dolce e St Dupont 58 Avenue Montaigne - Avaliações Rápidas



Hugo Red

Perfumes como Hugo Red usam a ligação com um perfume mais conhecido apenas como suporte de vendas e empregam a pirâmide olfativa como mero instrumento de marketing. Não há nenhuma relação forte e direta com o Hugo de 1995 e boa parte das notas listadas é suavizada o suficiente para que seu resultado seja agradável (porém não apaixonante) para um grande número de pessoas tentando não ofender o menor número delas. Red é uma combinação básica de musks cremosos e delicadamente doces com um um aroma cítrico inofensivo, levemente doce também, e um acorde frutal genérico, algo que parece sugerir um cheiro de frutas vermelhas e a acidez do ruibarbo entretanto sem colocar de mais de nenhuma. Para Hugo Boss, é como se colocar personalidade em Red fosse algo super ofensivo e condenável. Pelo menos podemos comemorar que a assinatura olfativa de desodorante barato que a marca tanto gosta de utilizar não está presente nesse aqui.


Dolce & Gabbana Dolce
Ao aplicar Dolce na pele e observar seu aroma nos primeiros minutos eu imediatamente voltei na minha mente no tempo em pelo menos uns 20-22 anos. Lembrei-me de quando eu era criança e estava na casa da minha avó. Nos dias que eu me sentia entendiado eu mexia nas coisas dela e cheirava seus frascos de perfumes. Algumas de suas colônias de litro ou de seus desodorantes me lembram o cheiro de Dolce. É algo extremamente sintético e que parece ter orgulho disso - uma mistura de rosas metálicas e ácidas, cheiro frutal de shampoo e traços de lírio e jasmim, nada muito bem desenvolvido, como se tivesse faltado dinheiro na fórmula para isso. Essa parte floral barata e ruim é perceptível por uns 30 minutos, evoluindo depois para uma mistura de musks e sândalo, até que agradável, porém sem muita personalidade. Esse é o tipo de perfume que me faz questionar: o que acontece com o consumidor moderno? Como é possível que as pessoas consumam e paguem caro em algo assim? Só para ter um nome de grife em um aroma barato? Não faz sentido para mim.




S.T. Dupont Paris 58 Avenue Montaigne Homme 

Aparentemente grifes que produzem artigos de luxo que não sejam roupas possuem um cuidado um pouco maior em colocar seu nome em fragrâncias duvidosas. Veja a S.T Dupont: por mais que seus perfumes não sejam luxos no mesmo nível de preço e qualidade de seus acendedores, canetas e artigos de couro, a marca coloca seu nome em aromas que se são básicos tomam o cuidado de parecem perfumes e não desodorantes ou shampoos. 58 Avenue Montaigne investe em uma combinação que funciona bem com o público masculino - especiarias frias, notas cítricas e uma base amadeirada. O uso do sintético cashmeram me faz ligá-lo imediatamente com o Declaration d'un Soir da Cartier - ambos tem o mesmo cheiro meio mineral, molhado, algo que remete de longe a concreto. Só que em vez de combinar esse aroma com rosas, Montaigne lhe dá um toque cremoso e fresco de cardamomo, um toque seco de pimenta e um misto de frutas cítricas e ervas. Em alguns momentos tenho a sensação de um aroma de folha de violeta também, reforçando o aspecto aromático e fougere da ideia. É um exemplo de como ser básico e até mesmo batido sem deixar de ser elegante.



2 comentários:

Natally Nayutta disse...

Olá! Adoro suas resenhas, e esta do Dolce era tudo o que eu precisava saber! Não encontrava informações a respeito... Eu achei que ele fosse um floral zero açúcar, sofisticado, com esse frasco tão lindo. Uma pena! Feliz Ano Novo para você! Abraço!

Henrique/Rick disse...

Olha, zero açúcar ele é mesmo, mas achei muito ruim ele. Me dá uma ideia do tipo de floral que você curte e eu posso fazer sugestões para você provar.
Feliz Ano Novo para vocÊ também, que seu 2016 seja muito bem perfumado! Abraço!

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