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27 de dez de 2015

Hugo Boss Hugo - Fragrance Review


Português (scroll down for english version): Ainda que o papel de quem escreve deva ser o de se manter o mais neutro quanto possível, isso é difícil quando se avalia um perfume, que dificilmente não mexe com o nosso lado mais emocional. É quase impossível ser sempre justo quando se está diante de uma marca que representa o que vamos contra em nossos valores mais básicos. E é por esse motivo que até hoje eu resisti em escrever sobre qualquer perfume da Hugo Boss, por não ser capaz de evitar soar amargo na escrita.

Eu acredito na perfumaria como arte e alimento da nossa personalidade, como capaz de realçar o que somos e de nos servir como uma espécie de remédio para as dificuldades do quotidiano. Eu vejo na Hugo Boss e em outras marcas similares uma espécie de alienação da personalidade, de transformação do perfume em um objeto utilitário, que vende um estilo de vida e entrega uma farsa em aromas baratos e que se repetem lançamento após lançamento. Hugo é um dos poucos onde apesar desse aspecto utilitário ainda ser evidente o resultado final convence. A parte mais medonha dos perfumes da Hugo Boss ainda se encontra nele, que é aquele aroma fresco, metálico, herbal, um cheiro vazio para mim. Entretanto, em Hugo isso é contrabalanceado por uma nuance frutal e um aroma herbal seco e levemente incensado, salvando a composição apesar das intenções.

Hugo é simples e compacto, um perfeito representante do estilo de perfume linear que estava em alta na década de 90. Não exige muito, não entrega mais do que mostra a princípio. Não é arte, não realça personalidade e ainda sim vende um estilo de vida que não entrega. Mas consegue se salvar por parecer mais um perfume do que um desodorante barato disfarçado de perfume.

English: Although the role of the writer should be to remain as neutral as possible, it is difficult doing this when evaluating a perfume, which hardly not mess with our more emotional side. It's almost impossible to always be fair when you're facing a brand that is goes against our most basic values. And it is for this reason that until today I resisted writing about any scent from Hugo Boss, for not being able to avoid sounding bitter in writing.

I believe in perfumery as art and food for our personality as able to highlight what we are and serve us as a kind of remedy for the difficulties of everyday life. I see in Hugo Boss and other similar marks a kind of alienation of personality, transformation of perfume on a utility object, which sells a lifestyle and delivers a farce in cheap aromas that are repeated release after release. Hugo is one of the few where despite this utilitarian aspect still be evident the end result convinces. The most dreadful part of the Hugo Boss perfume is still in it, which is that fresh aroma, metal, herbal, an empty smell to me. However, in Hugo this is counterbalanced by a fruity nuance and a dry herbal  slightly incensed aroma which saves the composition despite the intentions.

Hugo is simple and compact, a perfect representative of linear perfume style that was booming in the 90s. It does not require much, does not deliver more than shows at first. It's not art, not enhances personality and still sells a lifestyle that does not deliver.But it's saved by being seeming more like a perfume  than a disguised cheap deodorant.



2 comentários:

Rafael Oxn. disse...

Noooossa! "cabô" com os hugo hahaha

aaah eu até gosto do Orange for men! - maçã, incenso, baunilha ... claro que nada grandioso
se bem que é como vc disse, são bem lineares, e simples "compactos"

Henrique/Rick disse...

E caros Rafaael, por isso não tenho dó deles não rs

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