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25 de dez de 2015

Chopard Casmir - Fragrance Review


Português (scroll down for english version): A Perfumaria é uma das artes e indústrias movida pelo equilíbrio de duas forças: inovação e imitação. A saturação de lançamentos no mercado atual é que nos faz ver a imitação com seu lado pejorativo mais forte, porém eu diria que ela é o maior indicativo do sucesso e assertividade de uma boa ideia inovadora. É também um sinal de que a inovação do perfume original proposta veio no tempo certo, para o público certo: criações muito a frente de seu tempo morrem de inanição. É sob essa ótica que eu vejo Chopard Casmir na pele, um fruto bem sucedido de imitação.

Eu vejo em Casmir a junção de duas vertentes que mais se diferenciam pelos mercados onde elas se desenvolveram visto que ambas tem uma silhueta olfativa adocicada e similar. A primeira delas que Casmir herda é a dos florais vanílicos, sendo que desses ele se assemelha muito ao descontinuado L'Artisan Vanilia. São criações sem pudor em mergulhar aromas florais brancos em quantidades calóricas e aconchegantes de baunilha e açúcar, tornando como sua força e vida o que poderia ser considerado vulgar nos anos 70 e 80. A segunda herança que vejo em Casmir é o que eu chamaria de efeito Grosjman, em alusão a grande perfumista Sophia Grosjman que conquistou o público no final dos anos 80 e início dos anos 90 com perfumes macios, marcantes e que permaneciam constantes na pele até o final da evolução. Casmir herda os contornos frutais, amadeirados e aveludados de um dos grandes sucessos da perfumista, Lancome Trêsor.

A justaposição dessas duas heranças é o que para mim torna a imitação de Casmir triunfante. Foi acertado a escolha em dosar as duas e lançar algo polarizante em uma época que apesar de dominada por perfumes aquáticos já começava a dar sinais da onda gourmand que surgiria mais para frente. Que ele permaneça até hoje é sinal de que Casmir como imitação foi o perfume certo na hora certa.

English: Perfume is one of the arts and industries driven by the balance of two forces: innovation and imitation. The saturation of launches in the current market is that makes us see the imitation with its strongest pejorative side, but I would say it is the biggest indicator of success and assertiveness of a good innovative idea. It is also a sign that the innovation of the original scent proposal came at the right time to the right audience: creations far ahead of their time die of starvation. It is in this light that I see Chopard Casmir, a successful product of imitation.

I see in Casmir the junction of two aspects that most differentiate from the markets in which they developed as both have a similar sweet olfactory silhouette. The first one that Casmir inherits is the vanillic floralss, and of these it is very similar to the discontinued L'Artisan Vanilia. Those are creations that shamelessly dipped white floral aromas in caloric and cozy amounts of vanilla and sugar, making their strength and life what could have been considered vulgar in 70s and 80s. The second legacy I see in Casmir is what I would call Grosjman effect, alluding to great perfumer Sophia Grosjman who won the public in the late 80s and early 90s with perfumes that were soft, remarkable and remained constant in the skin until the end of the evolution. Casmir inherits the  fruity, woody and velvety countours one of the great successes of the perfumer, Lancome Tresor.

The juxtaposition of these two inheritances is what for me makes the imitation triumphant in Casmir. The choice was a winner one in dosing those two tendencies and releasing something polarizing at a time that although dominated by aquatic perfume was beginning to show signs of gourmand wave that would arise later on. That it remains to this day is a sign that Casmir as imitation was the right perfume at the right time.

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