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18 de nov de 2015

Thierry Mugler Les Exceptions Chyprissime - Fragrance Review


Português (scroll down for english version): meu temor com relação a Chyprissime é que seu aroma seguisse o caminho óbvio e agradável e fosse mais um chypre moderno frutal e almiscarado. Ainda sim, sabia que seria bem difícil que a marca trouxesse de volta um chypre clássico, com a quantidade de musgo de carvalho e o aroma mais seco dos chypres do passado. A versão superlativa desse chypre consegue, surpreendentemente, juntas os dois universos e criar algo muito bom e luxuoso.

Certamente o patchouli, as flores e os musks de um chypre moderno estão presentes aqui, entretanto não são utilizados de uma forma açucarada e frutal. Chyprissime mergulha nos chypre oitentistas, daqueles que põe em evidência uma rosa de aroma intenso e um patchouli mais terroso. O aspecto mais complicado, seco e metálico desses chypres é que é deixado de fora e combinado a textura sedosa e almiscarada dos chypres modernos. A saída cítrica acaba ganhando um tom apimentado mais evidente e curiosamente o uso da pera na composição ressalta o aroma floral da rosa sem levar o perfume para uma direção muito frutal. O aroma da base é um amadeirado perfeito, algo com tons de vetiver em meio ao patchouli e os musks.

Apesar da primeira impressão ser a de um perfume feminino, há algo em Chyprissime que me faz pensar em uma criação que muito agradaria aos homens. Vista Chyprissime de açafrão e oud e certamente teríamos algo que tem dominado a perfumaria exclusiva, de nicho e, moderadamente, masculina. Assim como outros integrantes da família, fixação e projeção são excelentes e a harmonia impecável.

English:

My fear regarding Chyprissime was that its aroma  followed the obvious and pleasant path and was another modern fruity and musky chypre. Still, I knew it would be difficult for the brand to bring back a classic chypre, with the amount of oak moss and drier aroma chypre of the past. The superlative version of this chypre can, surprisingly, unite the two universes together and create something very good and luxurious.

Certainly patchouli, flowers and musks of a modern chypre are present here, but they are not used in a sugary and fruity manner. Chyprissime plunges in eighties chypres, those who highlights a  intense rose aroma and a more earthy patchouli. The most complicated dry and metallic aspect of these chypres is that it is left out and combined with the silky and musky texture of a modern chypre. The citrus opening ends up gaining something more evident peppery t and interestingly the use of pear in the composition emphasizes the rose floral aroma without taking the perfume for a very fruity direction. The aroma of the base is a perfect woody, vetiver something with shades amid patchouli and musks.

Despite the first impression of this being one women's perfume, there's something in Chyprissime that makes me think of a creation that has much to please men. Dress Chyprissime with saffron and oud and certainly we would have something that has mastered the perfumery in the exclusive, niche and moderately masculine segments. Like other members of this collection, longevity and projection are excellent and we have a flawless harmony.