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26 de nov de 2015

Parfums Volnay Brume d'Hiver e Object Celeste - Fragrance Reviews


Português (scroll down for english version): certamente um dos desafios no momento de revitalização ou ressurreição de uma perfumaria do passado é a transição entre o catálogo  histórico e as novas criações sem que haja uma discrepância evidente de estilo. Os tempos são outros, os gostos mudaram e ao reviver uma maison é necessário ter isso em mente, algo que a Volnay certamente teve quando ao lançar a coleção original em 2013 criou sem inspirações no passado Brume d'Hiver e Object Celeste.

Eu já previa o pior em Brume d'Hiver ao ver agarwood e rosas na composição, prevendo mais uma criação com o mesmo aroma arabesco. Entretanto, a nota é utilizada mais como pano de fundo e contextualização moderna da idéia de uma rosa clássica - a Rose Brumaire, perfume criado para a marca em 1922. A rosa de Brume d'Hiver me remete a rosa de maio, mais delicada, levemente verde e atalcada, entretanto a ideia aqui é trabalhada para ser mais luminosa, sem nenhum aspecto verde amargo. A nota de fundo da Base 4092 é usada de forma mais contida, misturando seu aroma atalcado e adocicado aos toques amadeirados e de incenso que podem ser percebidos pela combinação de vetiver, oud e ambar. Há algo levemente picante e persistente em Brume d'Hiver que completa o panorama olfativo dessa elegante composição de rosas.

Object Celeste também parte de uma nota popular nos nossos tempos, porém uma que de alguma forma sempre agradou e nunca saiu totalmente de cena, o aroma de patchouli. Essa criação me faz perceber que todos os Volnay possuem uma dinâmica polvorosa chic similar as criações da Chanel. É como se Object Celeste fosse um primo mais luminoso e levemente floral de Coromandel, sem exagerar no uso de patchouli ou ambar. A Base 4092 ganha contornos mais amendoados aqui e forma um belo contraste com o cheiro meio amargo e moderadamente terroso do patchouli. A abertura de Object Celeste é talvez mais cítrica, entretanto o que realmente predomina é o contraste entre a maciez polvorosa da base, o aroma floral discreto e sensual de jasmim e o cheiro semi-gourmand e terroso do patchouli.

Dessa forma, os 2 últimos integrantes conseguem garantir uma coerência muito boa de identidade e elegância a Volnay, permitindo a marca manter o pé na sua tradição e se adequar a sua maneira aos gostos atuais. Desejo que a marca consiga sempre manter essa elegância chic e atemporal em seus perfumes.

English: certainly one of the challenges at the time of revival or resurrection of a perfume brand of the past is the transition between the old catalog and new creations without an obvious discrepancy in style. Times have changed, tastes changed and when reviving a maison is necessary to bear this in mind, something that certainly Volnay had when to launch the original collection in 2013 created without reconstructions from past Brume d'Hiver and Object Celeste.

I already foresaw the worst in Brume d'Hiver when i saw agarwood and roses in the composition, anticipating more a creation with the same arabesque aroma. However, the note used is more like a modern backdrop and context of the idea of ​​a classic red rose - Rose Brumaire perfume created for the brand in 1922. The rose in Brume d'Hiver brings me the rose of May, more delicate, slightly green, powdery, however, the idea here is worked to be more bright with no bitter green appearance. The 4092 Base bottom note is used more restrained, mixing its powdery scent and sweet to woody touches and incense that can be perceived by the combination of vetiver, amber and oud. There is something slightly spicy and persistent in Brume d'Hiver supplementing the panorama olfactory of this elegant composition of roses.

Object Celeste also part of a popular note in our time, but one that somehow always pleased and never left totally scene, patchouli aroma. This creation makes me realize that all Volnay have a dynamic similar uproar chic creations of Chanel. It's like Object Celeste was a brighter cousin and slightly floral Coromandel, without exaggerating the use of patchouli and amber. The 4092 Base earns more almond-shaped contours here and forms a nice contrast with the bittersweet smell and mildly earthy patchouli. The opening Object Celeste is perhaps more citrus, but what really prevails is the contrast between the softness of the uproar basis, discreet, sensual floral scent of jasmine and the semi-gourmand scent, earthy patchouli.

Thus, the last two members are able to ensure a very good consistency of identity and elegance to Volnay, allowing the brand to keep the foot in their tradition and fit your way to current tastes. I wish that the brand can always keep this chic and timeless elegance in their perfumes.

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