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1 de nov de 2015

Papillon Perfumery Salome - Fragrance Review


Português: Salome é o segundo perfume que eu conheço da marca independente Papillon e pelo pouco que eu conheço já posso dizer que me sinto conquistado pela marca. Os retratos do passado que Liz Moores compõe possuem um certo risco se comparado com o aspecto contemporâneo da perfumaria. Eles se aventuram pelos mistérios e prazeres dos aromas do passado sem medo de que possam soar ultrapassados. E esse risco se paga com fragrâncias voluptuosas, carnudas, sensuais com substância.

Liz se sentiu inspirada a criar Salome baseado no retrato de uma dançarina erótica dos anos 20, imaginando como seria a vida dessa sereia ao observar seu retrato sombrio e sugestivo. E isso se traduz em um dos estilos de perfume nos anos 20 que cativava o público com seu mistério e sensualidade, o aroma chypre. Salome reúne a abstração e o lado dark de um chypre com nuances animálicas de nitro musks e com um aroma floral de primeira, um aroma narcótico de jasmim, rosa turca e flor de cravo.

É belíssimo a evolução desse chypre na pele, com todos os elementos equilibrados e dançando vagarosamente durante o tempo. O aroma tem a contradição delicada e carnal/cativante do jasmim, uma flor que merece o título de narcótica. O lado sombrio é confortável, um aroma levemente salgado e terroso de musgo envolto em madeiras e o que me parece toque de iris. Percebo nuances cítricas e um aroma mais especiado na saída, que se desenvolvem para a sensualidade doce, sutilmente frutada e alcoólica da combinação de rosa e jasmim na pele.

Realmente observar Salome na pele é como acompanhar os movimentos sinuosos de uma bela dançarina. O que me parece mais curioso talvez é que ainda que eu veja sua sensualidade mais ligada no passado ao público feminino, hoje eu considero seu aroma maravilhoso para um homem. O lado mais sisudo e misterioso do chypre e o aspecto floral certamente combinam com um tipo masculino mais expansivo e seguro de si, que assim como Salomé chama a atenção para si pela sua beleza e mistério. É um perfume fantástico que merece ser usado por todos que se sintam confortáveis em sua sensualidade.

English:

Salome is the second perfume I know from the independent brand Papillon and the little that I know from the brand I can tell that I am conquered by it. The portraits from the past that Liz Moores produces have a certain risk when compared with the contemporary look of perfumery. They venture in the mysteries and pleasures of the aromas from the past without fear that they may sound outdated. And this risk is paid for with voluptuous, fleshy, sensual fragrances with substance.

Liz was inspired to create Salome based on the portrait of an erotic dancer of the 20s, wondering how the life of the siren would be while paying attention to her dark and suggestive portrait. And this translates into one of the perfume styles in the 20s that captivated the public with its mystery and sensuality, the chypre aroma. Salome unites abstraction and the dark side of a chypre with animalic nuances of nitro musks and a floral aroma, a narcotic aroma of jasmine, turkish rose and carnation.

It is beautiful the evolution of this chypre in the skin, with all balanced elements dancing slowly during the time. The aroma has a delicate and carnal/captivating contradiction in its  jasmine, a flower that deserves the narcotic tittle. The dark side is comfortable, an aroma slightly salty and earthy of moss surrounded by  woods and with what I feel it is a touch of iris. I notice citrus nuances and a more spicy aroma in the opening, which  develops in  a sweet sensuality, subtly fruity and alcoholic, fruit of the rose and jasmine combination in the skin.


Observing Salome in the skin is how to follow the sinuous movements of a beautiful dancer. What I find more interesting perhaps is that even though I see its sensuality more connected with  women, today I think its a wonderful aroma for a man. The most stern and mysterious side of chypre and floral aspect certainly combine with a male type more expansive and sure of himself, that like Salome draws attention to itself for its beauty and mystery. It's a fantastic scent that deserves to be used by all who feel comfortable in its lust.

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