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15 de nov de 2015

Natura Luna Rosé Avaliação


A mais ou menos um ano atrás a Natura lançava Luna, o primeiro perfume que a marca intitulava como um "chipre brasileiro", o que basicamente era um chipre moderno com nuances cítricas, florais, doces e amadeiradas.  Agora o sucesso de vendas ganha nesse natal uma edição limitada que procura enfatizar já pelo nome o aspecto floral da composição, mantendo a fragrância nos mesmos moldes do que foi um sucesso para a Marca.

Há algo em Luna Rosé nostálgico para mim, apesar de nada em seu aroma ser realmente retrô. O acorde de rosas incluído nessa variação do Luna possui algo que me remete ao cheiro agradável, doce e levemente atalcado das bonecas moranguinho que a minha irmã tinha quando éramos crianças. E essa nuance funciona muito bem na dinâmica chipre aqui, que funciona em torno dos musks macios e doces, no patchouli mentolado e leve. Essa parte principal da fragrância ganha uma saída cítrica, com aroma de mandarinas/tangerinas e sem a presença de frutas silvestres tão evidente. Isso conduz ao aroma de rosas mencionados anteriormente, sendo que ele não está sozinho na composição, ganhando a presença de um aroma suave de pétalas de jasmim.

Rosé remete a dinâmica de outros chipres modernos da perfumaria importada, com o diferencial talvez de ser menos doce e amadeirado e mais cítrico, floral e almiscarado, uma provável releitura da Natura para agradar ao público feminino diversificado ao redor do país. Essa versão é uma edição limitada bem feita que se diferencia o suficiente do original para que fosse mantida como parte integrante da linha, mas que é de qualquer forma uma boa celebração do 1 ano de existência da fragância Luna.