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22 de nov de 2015

Les Liquides Imaginaires Tellus - Fragrance Review


Português (scroll down for english version): a trilogia Eau Arborisante é a que melhor representa o potencial conceitual e criativo da Les Liquides Imaginaires. Diferente das trilogias anteriores, é possível perceber nas composições um fio condutor tanto entre os conceitos como os aromas. E a marca conseguiu o feito de mirar em um estilo animalico que parece moderno e dentro da tendência ao mesmo tempo que parece primitivo/primordial, se encaixando com a homenagem a vida selvagem e as florestas.

Se em Saltus o objetivo era refletir a parte central do ecossistema pela representação dos sistemas vegetais internos de uma árvore, Tellus reflete a base desse ecossistema, o solo e representa o processo de início e fim da vida que acontece nele, no qual temos a decomposição da matéria ao mesmo tempo que a vida nova brota. Tellus reflete essa dinâmica de decomposição e renascimento, animálico versus sagrado, envolvendo dessa vez as nuances animalicas em um cheiro de terra fofa, musgo e vegetação úmida. O aroma que remete ao solo parece uma combinação das nuances de musgo de carvalho, patchouli e um uso interessante do cashmeran para acrescentar uma tonalidade mais úmida e opaca a ideia. O Costus é o grande responsável pelo cheiro animalico que é utilizado para representar a decomposição da materia-prima nesse cenário,

Como conceito, Tellus funciona de maneira similar a Saltus: a princípio seu cheiro parece desafiador, talvez por remeter a uma perfumaria mais primitiva, natural, como se fosse um perfume capturado diretamente da natureza em vez de um composto. Porém, o que desafia o nariz também o agrada se você tiver paciência de esperar a evolução como se alguém se ajustasse ao exotismo do ambiente.Pode ser que não se torne a trilogia mais vendida da marca, mas Phillipe di Méo está de parabéns por ter saído da zona de conforto nas duas primeiras trilogias e se arriscado na terceira.

English: Eau Arborizante trilogy is the one that best represents the conceptual and creative potential of Les liquides Imaginaires. Unlike previous trilogies, you can see in the compositions a common thread between both concepts as the aromas. And the brand has managed the feat to aim at a Animalic style that looks modern and within the trend while it seems primitive / primary, a fitting tribute to the wildlife and forests.

In Saltus the aim was to reflect the central part of the ecosystem for the representation of internal plant systems of a tree, Tellus reflects the base of this ecosystem, soil and is the process of beginning and end of life that happens in it, in which we have the decomposition matter while the new life springs. Tellus reflects this dynamic decomposition and rebirth, Animalic versus sacred, this time wrapping the animalic nuances in a smell of soft soil, damp moss and vegetation. The aroma that refers to the soil looks like a combination of oak moss nuances, patchouli and an interesting use of cashmeran to add a wetter tone and opaque to the idea. Costus is the main contributor for the Animalic smell that is used to represent the decomposition of raw materials in this scenario,

As a concept, Tellus works similarly to Saltus: at first its smell seems challenging, perhaps referring to a more primitive, natural perfumes, like a perfume directly captured from nature rather than a compounded one. But what challenges the nose also pleases it if you have patience to wait evolution as if someone would fit into the exoticism of  the environment. Mayve this will not become the best-selling trilogy of the brand, but Phillipe di Méo is to be congratulated for getting out of the comfort zone in the first two trilogies and risked in the third.

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