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31 de out de 2015

Penhaligon's Iris Prima - Fragrance Review


Português (scroll down for english version): um fato curioso para mim com relação ao lançamento de um perfume (qualquer tipo,seja comercial, exclusivo ou artesanal) é que depois que este é lançado você perde o controle quanto ao público-alvo e as interpretações relacionadas ao conceito. Eu vejo isso de forma explícita em Iris Prima, uma homenagem da Penhaligon's ao mundo do balé.

Desenvolvido pelo experiente Alberto Morillas com o apoio de dois bailarinos e divulgado como "O espírito do balé. Engarrafado.", Iris Prima me faz pensar num foco inicial claramente voltado ao público feminino. E ainda sim, o perfume ao qual ele me remete imediatamente é uma das criações masculinas que se tornou com o passar do tempo um sucesso e um ícone, Dior Homme.

Ainda que o perfil da Iris seja trabalhado de forma delicada, quase etérea e levemente melancólica, há algo mais seco de suas raízes sugeridas nessa criação e iluminado por uma saída levemente apimentada que serve bem a ambos os sexos. O acorde de iris desenvolvido me faz pensar como se Morillas tivesse tentado suavizar a Iris em um contexto floral tão leve e preciso como os movimentos de balé. O aroma floral que vem no coração da fragrância é fresco, luminoso, brilhante, algo que me faz pensar em lírio do vale talvez, como se tons dessa flor fossem emprestados a iris para lhe conferir uma aura brilhante bem agradável e acessiva. E quando chega na base é que iris prima revela seu lado mais claramente influenciado pelo Dior Homme, com um aroma amadeirado, de nuances de couro, vetiver e baunilha, algo nem muito doce, nem muito amadeirado.

Para preservar a leveza da ideia a intensidade certamente foi sacrificada, o que torna Iris Prima uma experiência mais íntima ao longo de sua evolução na pele. Seu cheiro claramente transita em movimentos precisos e graciosos entre o universo masculino e feminino e há uma androginia acessível e agradável em seu aroma que o torna bem convidativo para uso cotidiano.

English: 
 A curious fact for me regarding the launch of a perfume (any kind, whether commercial, exclusive or indie) is that once it is released you lose control of the target audience and interpretations related to the concept. I see this explicitly in Iris Prima, a tribute of Penhaligon's to the world of ballet.

Developed by experienced Alberto Morillas with the support of two ballet dancers and released as "The Spirit of ballet. Bottled." Iris Prima makes me think of an initial focus clearly aimed at women. And yet, the perfume to which it makes  me immediately think  is one of the masculine creations that became over time a success and an icon, Dior Homme.

Even that the Iris profile worked here isdelicate, almost ethereal and slightly melancholy, there is a more dry rooty aspect suggested in this creation and brightened by a slightly spicy opening that serves well to both sexes. The iris accord developed makes me think like Morillas had tried to soften the Iris in a floral backdrop so light and precise as ballet moves. The floral scent that comes in the heart of the fragrance is fresh, bright, shiny, something that makes me think of lily of the valley perhaps, as if this flower tones were borrowed to the iris to give it a bright, reacheable and pleasant aura. And when it comes base Iris Prima reveals its side more clearly influenced by Dior Homme, with a woody aroma, hints of leather, vetiver and vanilla, something not too sweet, not too woody.

To preserve the lightness of the idea certainly the intensity was sacrificed, which makes Iris Prima a more intimate experience throughout its evolution in the skin. Its smell clearly moves in precise and graceful movements between the male and female universe and there is an accessible and enjoyable androgyny in the scent which makes it very inviting for everyday use.

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