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4 de out de 2015

Natura Amó Masculino - Avaliação

Enquanto 2015 tem sido um ano fraco de perfumaria feminina para a Natura, para o segmento masculino a marca parece se esforçar o máximo que pode para renovar e estar em presença constante nos lançamentos. Foi um ano com edições limitadas interessantes, das quais vale a pena destacar Homem Nitro Intenso, Sr N Couro e Natura Essencial Estilo (que deveria ficar fixo, pois é um dos melhores da marca). São criações onde a marca mostrou que na ala masculina está prestando atenção no que o seu potencial consumidor tem comprado na perfumaria comercial importada para tentar oferecer uma opção nacional. E o novo Amó continua essa tendência.

Aqui estamos diante de uma espécie de versão do amado e odiado mega-sucesso da Paco Rabanne, One Million. Por isso, se você não gosta de nenhum aspecto nele, certamente Amó não irá agradar. Mas fora isso, a releitura funciona pois remova o excesso de peso do acorde ambarado do One Million e lhe dá uma saída mais cítrica e refrescante.

Apesar de listado como um amadeirado e especiado, Amó me faz pensar em um oriental ambarado com nuances de couro e madeiras minerais. A saída tem um aroma cítrico de limão, mas acaba se misturando rapidamente ao cheiro de couro e ambar com um quê meio doce e ao mesmo tempo amargo também. É interessante que em alguns momentos há um acorde frutal que leva o perfume em um caminho diferente, ao que remete a cheiro de damasco ou pêssego e que parece escondido entre as notas mais pesadas da composição.

Certamente esse não é o meu perfume preferido do ano da marca, mas é uma composição bem elaborada e de boa fixação. De já não ser um perfume sedado e morto que nem a versão feminina já é um aspecto bem positivo e que dá para relevar a inspiração clara no One Million. Desejo que no futuro a marca vá um passo além disso e passe a criar nacionais bons e sem inspiração na perfumaria importada.