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29 de out de 2015

Gucci Envy Man - Fragrance Review



Português (scroll down for english version): a era Tom Ford a frente da direção de moda e perfumaria das marcas Ysl e Gucci rendeu para mim perfumes que mesmo entre os descontinuados estão entre os melhores do final da década de 90 e início da década de 2000. A frente da perfumaria comercial Tom Ford foi um diretor de criação capaz de enxergar tendências (como o incenso, visto no YSL NU ou o oud no M7) e não tinha medo de arriscar com elas e por estar adiantado seus perfumes podem não ter feito sucesso inicialmente mas se tornaram marcos comerciais. Ele também sempre foi capaz de olhar e reinterpretar idéias e aromas do passado e isso é bem evidente em Rive Gauche e Envy.

Envy não apenas compartilha da mesma cor de líquido de um masculino da marca que o antecedeu em 10 anos, o aromático fougere Nobile, lançado em 1988. Envy para mim é como uma reinterpretação do acorde fougere do Nobile onde a parte mais herbal/aromática e oitentista é deixada para trás e substituída por um interesse aroma oriental que tem uma intensidade quase que etérea na pele.

O acorde central de rosas, lavanda e sândalo presente em Nobile também é encontrado em Envy, porém dos 3 elementos a lavanda é que acaba se destacando mais. Essa ganha nuances especiadas e frescas de gengibre e um interessante aroma verde e picante, algo que parece uma mistura de cardamomo e de hedione interpretando o papel de jasmim na composição. O incenso é bem suave e rente a pele eu observo um uso bem discreto de castoreum para conferir um aroma de couro e uma nuance animálica que se esconde na aura oriental suave da composição. Um acorde de base com musk e algo ligeiramente doce e com aspectos verdes parece completar a composição.

Rive Gauche e Envy formam um contraste interessante da versatilidade que pode ser trabalhada dentro do gênero fougere mesmo quando se mira elementos e idéias clássicos. Enquanto um tem um aroma retrô e que remete a barbearia o outro na sua transparência oriental e fougere parece oferecer uma alternativa aos aromas frescos e suaves dos aquáticos do início da década de 90. Sempre senti, entretanto, que Envy seria favorecido por uma versão intense que deixasse ainda mais evidente o aspecto de incenso e madeiras da base. Infelizmente, ele foi descontinuado antes que isso pudesse acontecer.

English:
Tom Ford era in  front of the fashion and perfumery direction of Ysl and Gucci brands resulted to me in perfumes that even discontinued are among the best in the late 90's and early 2000. In  front of the mainstream perfume Tom Ford as a creative director was able to see trends (such as incense, as the YSL NU or the oud in M7) and was not afraid to take chances with them and  in being in advance its perfumes may not have been successful initially but became commercial milestones. He was also always able to look and reinterpret ideas and aromas of the past and this is evident in Rive Gauche and Envy.

Envy not only share the same color liquid of a masculine gucci creation that preceded it in 10 years, the aromatic fougere Nobile, released in 1988. Envy for me is like a reinterpretation of fougere  Nobile accord  where most of herbal / aromatic and eighties fingerprint is left behind and replaced by an oriental aroma interest in its  almost ethereal intensity in the skin.

The central roses, lavender and sandalwood accord present in Nobile is also found in Envy, but from the three elements of lavender is more evident. It gets a spicy and fresh nuances of ginger and an interesting green and spicy creamy aroma, something that looks like a mix of cardamom and hedione playing the jasmine the role in the composition. Incense is very smooth and close to the skin I notice a very discreet use of castoreum to impart a leather aroma and a animalic nuance that hides in the soft oriental aura of the composition. A basic accird with musk and something slightly sweet and of green aspects seems to complete the composition.


Rive Gauche and Envy form an interesting contrast of versatility that can be worked within the genre fougere even when sighting elements in classical ideas. While one has a retro aura and which refers to barber shop the other in its oriental and fougere transparency  seems to offer an alternative to fresh and soft aquatic scents from the beginning of the 90s I've always felt, however, that Envy would be favored by an intense version to let even more evident the appearance of incense and woods of the base. Unfortunately, it was discontinued before it could happen.

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