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13 de out de 2015

Erik Kormann Borobudur Fragrance Review


Português (scroll down for english version): eu confesso que sou fã da linha de perfumes criada e refinada ao longo do tempo por Erik Kormann, dono da loja alemã 1000 & 1 Seife, especializada em sabonetes. Talvez seja uma identificação pessoal pela forma como ele cria suas fragrâncias, com o foco principalmente na escolha de excelentes materiais para transmitir suas ideias. E por mais simples que as suas composições possam parecer, elas são harmoniosas e ricas em suas texturas.

Veja, por exemplo, Borobudur, nome do maior monumento budista do mundo e nome escolhido para sua composição denominada de "a fragrância definitiva de sândalo e laranja". Apesar de ser uma variação de uma de suas criações limitadas atrelada a um mês do ano, September, Borobudur possui um refinamento e um aconchego maior e soa rico e sereno em seu contraste cítrico e amadeirado.

Borobudur se excede em cuidados, harmonia e complexidade em cada uma das pontas e funciona como um interessante caso de uma composição feita de saída e fundo, com as notas de fundo se comportando em duas camadas, uma variação em partes da evolução em 3 camadas. Na saída, há um maravilhoso aroma de laranjas suculentas, passando pela complexa gama de sensações que não percebemos em um acorde cítrico: o aspecto mais ardido, as nuances aldeídicas, leves e passageiras, a suculência do aroma adocicado, o aroma do sumo da casca. A escolha e proporção dos materiais te faz pensar na suculenta fruta sem que pareça que você tenha esfregado uma em você. Essa aberta faz também uma transição macia e transparente para um acorde de sândalo de alta qualidade, reproduzindo o lado da madeira que remete a lascas de madeira cortada e cedro ao mesmo tempo que passa o aspecto levemente cosmético, lactônico e atalcado da idéia. Numa segunda fase do acorde de base é possível perceber a maciez dos musks e uma baunilha não muito adocicada e natural, fruto de uma extração de alta qualidade das fava de baunilha.

No fim das contas, o nome não poderia ser mais perfeito aqui. Borobudur atinge pelo seu aroma um estado extático de iluminação pessoal, rompendo com a lógica da evolução mais clássica de um perfume e desafiando uma possível interpretação de duas essências como um simples acorde, funcionando com uma espécie de sinfonia talvez, feita de alguma forma de círculos aromáticos concêntricos. Não é uma composição desafiadora, o que talvez possa levar a alguns a torcer o nariz. Mas é uma maravilha em seu aconchegante mundo de paz aromática.

English:

I confess I'm a fan of perfume line created and refined over time by Erik Kormann, owner of the German shop 1000 & 1 Seife, specializing in soaps. Maybe it's a personal identification by the way he creates his fragrances with a focus mainly on the choice of excellent materials to convey his ideas. And for more simpler that his compositions may seem, they are harmonious and rich in its textures.

See, for example, Borobudur, name of the biggest Buddhist monument  in the world and also the name chosen for its composition called "the ultimate fragrance of sandalwood and orange". Despite being a variation of one of his creations limited linked to one month of the year, September, Borobudur has a refinement and a greater warmth and sounds rich and serene in its citrus and woody contrast.

Borobudur exceeds in care, harmony and complexity in each of its tips and functions as an interesting case of a composition made of opening and basenotes, with the last ones  behaving in two layers, a variation in parts of the evolution of 3 layers. At the opening, there is a wonderful aroma of juicy oranges, going through the complex range of sensations we do not realize in a citrus accord: the most stinging aspect, the aldehydic, mild and transient nuances, the juiciness of sweet aroma, the smell of the bark . The choice and proportion of the material makes you think of the juicy fruit without looking like you have rubbed one on you. This opening also makes a smooth and seamless transition to an accord of high quality sandalwood, the reproducing side of the woods that reminds of cut chips and cedar passing a slightly cosmetic impression, lactonic, and a little bit powdery too. A second base stage it is possible to detect the softness of  musks and a natural vanilla which is not too sweet, the result of a high quality extraction of vanilla beans.


In the end, the name could not be more perfect here. Borobudur reaches for its aroma an ecstatic state of personal enlightenment, breaking with the logic of most classical evolution of a perfume and challenging one possible interpretation of two essences as a single accord, working with a kind of symphony perhaps made  of concentric  aromatic circles. It is not a challenging composition, which might lead some to turn up their noses. But it is a wonder in its cozy and sweet peaceful world.

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