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16 de out de 2015

DSH Perfumes Café Noir Fragrance Review



Português (scroll down for english version): há pessoas que você aprecia na amizade, além de outros fatores, pelas novidades e ousadias que são acrescentadas. Já outras são como um porto seguro de conforto e bons momentos. Ao trazer essa analogia para a perfumaria, eu classificaria a DSH Perfumes no segundo grupo de amizades. Dawn Spencer Hurwitz é uma veterana no gênero que escolheu seguir, o da perfumaria independente, e suas criações não me trazem inovação e também sequer dependem dela para serem excelentes. Elas existem pela habilidade da artista em contar muito bem contado histórias conhecidas com riqueza nos detalhes e qualidade na narrativa.

Café Noir é considerado um de seus perfumes clássicos, uma criação de 1997 que antecede em muitos anos a crescente tendência de composições contendo de forma central essa nota. O Café é uma essência de certa forma complicada de ser trabalhada em uma composição, com uma tendência para se misturar facilmente aos outros aromas ou, se usado em excesso, dominá-los. Vejo que Café Noir, consciente disso, prefere escolher o caminho da elegância ao criar um aroma atmosférico, um oriental que tira proveito das nuances mais exóticas dele em combinação com madeiras, especiarias e resinas.

Na minha visão, há uma dualidade de aromas que carregam a composição do começo ao fim e que se misturam de uma forma que nem sempre é fácil separar. O Cheiro do café, torrado e picante, se mistura com o aroma de ambar seco e de incenso do labdanum. O efeito é uma densidade aromática nas duas pontas da composição, justificando o nome Noir. A pimenta preta complementa esse cenário, acrescentando suas nuances de incenso, especiarias torradas e ao mesmo tempo frescas. Os toques secundários de cravo e canela junto com a baunilha dão uma impressão abstrata e distante de capucino a composição ao passo que o jasmim e a rosa são usados discretamente como elementos que amaciam o aroma denso e oriental e o arredondam com sutis toques florais.

Café Noir é exatamente o que promete ser, um perfume atmosférico, com um pé na família oriental clássica e uma aura quente e aconchegante de especiarias, ambar, incenso e café. É certamente um que poderia ser oferecido numa versão intensa que reforçasse ainda mais o aroma da bebida. Para quem não se sente confortável, entretanto, com uma interpretação literal do cheiro do café e gostaria de algo mais abstrato, é uma boa escolha de uma excelente artista.

English:

There are people that you appreciate the friendship, among other factors, by the news and daring that are added. Others are already as a safe haven of comfort and good times. By bringing this analogy to perfumes, I would rate the DSH Perfumes in the second group of friends. Dawn Spencer Hurwitz is a veteran in the genre that she has chosen to follow, the independent perfumery, and her creations do not bring me innovation and also depend little on it to be excellent. They exist by the ability of the artist to tell stories told well known in great detail and quality in the narrative.

Café Noir is considered one of her classics perfume, a creation of 1997 that predates by many years the growing trend of compositions containing centrally that note. The coffee is an essence somewhat complicated to be crafted in a composition, with a tendency to blend easily with other aromas or, if used in excess, dominate them. I see that Cafe Noir, aware of it, rather choose the path of elegance to create an atmospheric scent, an oriental that takes advantage of the most exotic nuances of it in combination with woods, spices and resins.

In my view, there is a duality of aromas that carry from beginning to end the composition and that blend in a way that is not always easy to separate. The coffee smell, roasted and spicy, blends with the aroma of dry amber and  incense of labdanum. The effect is an aromatic density at both ends of the composition, justifying the name Noir. Black pepper complements this scenario, adding its incense nuances, roasted spiciness and fresh at the same time. Side touches of clove and cinnamon with vanilla give an abstract and distant impression of cappuccino composition while jasmine and rose are used discreetly as elements that soften the dense and oriental aroma and round with subtle floral accents.


Café Noir is exactly what promises to be an atmospheric perfume, with one foot in the classical oriental family and a warm and cozy aura of spices, amber, incense and coffee. It is certainly one that could be offered in an intense version which further strengthen the aroma of the drink. For those who do not feel comfortable, however, with a literal interpretation of the smell of coffee and would like something more abstract, it is a good choice of a great artist.

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