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21 de set de 2015

Eudora A.R.T. Resenha



A perfumaria nacional muito se assemelha a importada com relação aos cacoetes de propaganda e marketing utilizados para vender os produtos. O único perdão talvez seria o fato de que o preço final do produto por ser mais baixo já limita o preço da fórmula e, consequentemente, o do produto a ser desenvolvido. Logo, é bem difícil criar algo realmente inusitado e artístico e que custe 87,90 reais.

ART pensa que é "uma fragrância inspirada na vanguarda e modernidade para quem renova seu charme constantemente", Na prática, ele é um frutal com toques florais e uma base almiscarada levemente doce, moderno no sentido minimalista de seu cheiro porém nenhum pouco de vanguarda, com um apelo bem popular (até porque eu duvido que a consumidora da Eudora seja de vanguarda).

Art vai no que agrada mesmo sem arriscar mudar a rotina. A saída tem um aroma frutal onde o pêssego predomina e remete a licor de pêssego para mim. As frutas vermelhas são meras coadjuvantes para prover um aspecto frutal mais fresco e menos doce. O caramelo me parece mais sugerido do que materializado na pele, um efeito que se obtém pela combinação de musks cremosos e leves, toques de baunilha e um quê doce e amendoado de fava tonka. E as flores são a parte mais difícil de se perceber, já que não há nada exatamente encorpado e que remeta a nenhuma flor específica.

Para quem realmente arrisca mudar, não há nada de novo aqui, por isso nem perca seu tempo testando. Esse é um perfume cotidiano e que, diferente do que seu marketing diz, não foge da rotina. Pelo menos sua rotina tem um cheiro bem agradável e de fixação mediana.

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