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29 de set de 2015

By Kilian Love And Tears Fragrance Review


Português (scroll down for english version):  perfume é certamente para mim uma forma de comunicação, que passa uma ideia por meio de aromas em vez de palavras. As imagens certamente se formam, entretanto associadas ao vocabulário olfativo e a visão de mundo de cada indivíduo. E assim, mesmo que o perfume consiga transmitir o conceito para o qual ele foi criada ainda é possível que ele adquira um outro significado para quem o sente e usa.

Love and Tears foi criado por Calice Beker e concebido por Kilian centrado na flor de jasmim, a única para ele que com seu grande espectro de facetas (florais, verdes, animálicas, frutais) era capaz de expressar a profusão de emoções associadas ao começo do amor, o medo do desconhecido e na entrega final ao amor. E ainda que esse seja a ideia, seu aroma não me remete a jasmim e sim ao reflexo do jasmim em outras flores brancas.

Eu sempre penso no jasmim como uma flor central nas flores brancas que costumam ser usadas na perfumaria. De alguma forma, tuberosa, gardênia, ylang e narciso possuem nuances em seu aroma que remetem as diversas facetas do jasmim, de forma que ela pode ser usada como base para combinações que remetam a outras flores brancas. Em Love and Tears, o reflexo me lembra uma mistura de gardênia e tuberosa, unificadas pela parte floral branca, levemente lactônica e cerosa de jasmim. Há nuances verdes, levemente mentoladas e com uma sugestão animalica que me fazem pensar no lado mais vegetal do aroma da tuberosa. Há também um aspecto frutado e um lado mais cosmético e cremoso que me remetem a criações mais clássica com gardênia.  E só depois que essas duas impressões passa é que o perfume converge, de alguma forma, para o aspecto em comum de jasmim que costuma ser trabalhado como base em ambas as flores.

Como um soliflore, a base de Love and Tears acaba funcionando mais como um suporte, estendendo o aroma floral, dando lhe nuances de um musk mais cremoso que animálico. É um pouco simples e acaba dando a impressão de que esse amor não dura.  Aliás, a idéia que Love and Tears me passa não tem nada de lágrimas, talvez apenas amor. Falta entrega também, e medo do desconhecido. Porém ele acaba funcionando como representação do início do amor e como um floral branco mais complexo do que pareça. Ainda que não seja essa a idéia a ser comunicada, o que é transmitido é feito com elegância.

English: 

Perfume is definitely for me a form of communication, passing an idea through smells rather than words. The pictures certainly are formed, however associated with olfactory vocabulary and world view of each individual. And so, even though the scent can convey the concept for which it was created it is still possible that it acquires another meaning for those who feel and use.

Love and Tears was created by Calice Beker and designed by Kilian centered on jasmine flower, the one for him that with its wide spectrum of facets (floral, green, animalic, fruity) was able to express a multitude of emotions associated with the beginning of the love, fear of the unknown and the final surrender to love. And although this is the idea, the scent does not reminde me the jasmine but the jasmine reflection in other white flowers.

I always think of jasmine as a central flower in white flowers that are commonly used in perfumery. Somehow, tuberose, gardenia, ylang and narcissus have nuances in its aroma that recall the various facets of jasmine, so that it can be used as a basis for combinations that recreate  other white flowers. In Love and Tears, the reflection reminds me of a blend of gardenia and tuberose, unified by the white floral part, slightly waxy lactonic of the jasmine. There are green nuances, slightly menthol and an animalic suggestion that make me think of the vegetable side of the scent of tuberose. There is also a fruity aspect and a more cosmetic and creamy side that remind me the most classic creations with gardenia. Only after these two impressions passes is that the perfume converges in some way to the aspect in common jasmine which is usually served as the basis of both flowers.

As a soliflore, the base of Love and Tears ends up working more as a support, extending the floral aroma, giving it a more creamy nuances of musk that animalic. It is rather simple and ends up giving the impression that this love does not last. Incidentally, the idea that Love and Tears passes me has nothing to tears, perhaps only love. It lacks the surrender too, and fear of the unknown. But its ends up working as a representation of the beginning of love and as a white floral more complex than it may seem. Although it is not the idea to be communicated, what is transmitted is done with elegance.

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