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14 de set de 2015

Andy Tauer No 2 L'Air du Desert Marocain e No 6 Incense Rosé Fragrance Reviews





Português (scroll down for english version):  nunca tive planos de avaliar os perfumes de Andy Tauer no Blog, visto que parto do princípio de não escolher deliberadamente marcas para avaliar das quais eu não tenho nada positivo a falar. Não costumo ser fã de perfumes carregados em um acorde mais clássico de ambar, daqueles com o cheiro ambarado mais denso e esfumaçado, uma temática que me parece recorrente na identidade da casa. Ainda sim, por coincidência de receber amostras de um amigo, que não sabia disso, resolvi dar uma chance, aproveitar o frio e entender um pouco mais de seu universo - que mesmo que não seja a minha praia, é distinto, marcante e fiel aos princípios do artista, o que por si só já é algo digno de ser destacado. Os resultados foram interessantes na pele, evidenciando uma evolução menos sufocante e mais complexa do que eu esperava, o que pode ser conferido nos dois escolhidos de hoje:

No 2 L'Air du Desert Marocain - o conceito dos ares desérticos me parecem adequados para essa composição ambarada quente, feita para ser uma versão mais leve (porém não tanto) do seu Le Maroc Pour Elle. Primeiramente, pois L'Air parece, como o deserto, mais simples, uma vista linear de materiais ambarados densos e quentes, mas os detalhes se revelam conforme você 'caminha' por ele. E, segundo, pois assim como o ambiente desértico, na sua primeira fase a fragrância se mostra densa, abafada, para se tornar, conforme passa o dia, mais espaçada entre seus elementos. As especiarias com o petitgrain dão um ar árido, um pouco amargo e picante ao labdanum já intenso e perceptível, que dá um aroma quase emborrachado a saída desértica. O jasmim é o elemento que se perde para mim nesse deserto, como uma flor solitária perdida na aridez do deserto e suponho que sirva para fazer a transição para a parte mais macia e espaçada da fragrância. É o meu momento favorito, onde é possível observar o aroma extremamente macio e aveludado do ambroxan, o aroma amadeirado do vetiver, uma certa cremosidade que me remete a baunilha e nuances de incenso do aroma do cedro.

No 6 Incense Rosé -  para mim há um elemento de ligação entre os perfumes do Andy Taeur, a sua assinatura olfativa que me parece combinar o aroma macio do ambroxan, o incenso e especiarias. Se em L'Air du Desert Marocain isso é utilizado para a fantasia do ambiente de um deserto, em incense rosé o cenário tem algo litúrgico misturado a um toque romântico devido a presença das rosas. As rosas retratadas aqui são uma abstração da flor, imersa nas especiarias que fazem parte da assinatura do artista e enfatizadas em sua nuance frutal e alcóolica. Elas se misturam ao cheiro de incenso e madeira seca do cedro, ao aroma cremoso e cítrico da mistura de cardamomo e bergamota e aos tons balsamicos e de chocolate amargo da mistura de patchouli e mirra. Eu vejo uma certa tonalidade dourada bem escura nessa composição, que de alguma forma seleciona elementos em proporções que faz com que eles evoluam juntos e torne o cenário mais linear. É como se estivessemos observando o incenso e o aroma das rosas se misturando ao cheiro das madeiras de diversos elementos dessa Catedral em um cenário onde o ar mais quente e denso parece favorecer a aura contemplativa e religiosa da idéia.

English:

I never had plans to evaluate Andy Tauer perfumes in my blog, since i go from the principle of not deliberately choose brands to write which I have nothing positive to say. Not usually a fan of perfumes loaded into a more classic amber structure,  those  that smell more dense and smoky, a theme that seems applicant on the identity of the house. But also, coincidentally received samples from a friend who did not know that, I decided to take a chance, enjoy the cool weather and understand a little more of the universe of his perfumes - even that is not my thing, is different, striking and true to Artist principles, which in itself is something to be highlighted. The results were interesting in the skin, revealing a less stuffy and more complex evolution than I expected, which may be seen in the two chosen today:

No 2 L'Air du Desert Marocain - the concept of desert air seem appropriate for that warm amber colored composition meant to be a lighter version (but not so much) of Le Maroc Pour Elle. First, because L'Air seems like the desert, a simpler, linear view of dense and warm amber colored materials, but the details are revealed as you 'walk' through it. And second, as well as the desert environment, in its first phase the fragrance shows itself as dense, muffled, to become, as the day passes, more spaced between its elements. The spices with petitgrain give an arid air, slightly bitter and spicy to the  labdanum already intense and noticeable, which gives an almost rubbery aroma to the desert opening. Jasmine is the element that is lost to me in this desert, like a lonely flower lost in the desert aridity and I suppose that will serve to make the transition to the softer part and spaced fragrance. It's my favorite time, where you can observe the extremely soft and velvety aroma of ambroxan, the woody scent of vetiver, a certain creaminess that brings me vanilla and incense nuances of cedar aroma.


No 6 Incense Rosé - for me there is a link between the perfumes of Andy Taeur, his signature fragrance that seems to combine the soft aroma of ambroxan, incense and spices. In L'Air du Desert Marocain it is used to the fantasy of a desert environment, incense rosé scenario has something liturgical mixed with a romantic touch due to the presence of roses. The roses depicted here are a flower abstraction, immersed in spices that are part of the artist's signature and emphasized in its fruity and alcoholic nuance. They mix with the smell of incense and dry cedar wood, the creamy and citrus mixture of cardamom and bergamot and the balsamic  and bitter chocolate blend of patchouli and myrrh. I see some very dark golden hue in this composition, which somehow selects elements in proportions that causes them to evolve together and make the most linear scenario. It is as if we were watching the incense and the aroma of roses mixed with the smell of wood of various elements of the cathedral in a scenario where the hotter and denser air seems to favor the contemplative and religious aura of the idea.

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