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6 de ago de 2015

Atelier des Ors Larmes du Désert Fragrance Review



Português (scroll down for english version): Larmes du Désert reforça a minha impressão de que a recém criada casa Atelier des Ors é movida pela temática poética, o luxo das apresentações e dos aromas e pela tensão entre os elementos clássicos da perfumaria e as tendências recentes. A harmonia e coerência das criações é algo que também salta nos 4 perfumes testados durante a semana, inclusive no de hoje.

A homenagem a perfumaria árabe e a temática oriental é feita de forma bem interessante ao associar os principais presentes dados a Jesus pelos 3 reis magos: o ouro, incenso e mirra. O nome é, inclusive, uma referência a resina que escorre da Commiphora myrrha  quando esta é ferida. A mirra, incenso, patchouli e ambar criam uma aura misteriosa de incenso, resinas quentes e levemente adocicadas, um aroma com  uma certa aridez compatível com o nome. O cipreste sugere a presença de alguma vegetação verde nesse deserto sagrado de resinas aromáticas, como se fosse possível perceber o aroma úmido sutil de uma vegetação distante. O lado levemente frutal e que remete a ameixas da mirra também acaba aparecendo nesse deserto oriental.

Se o uso das resinas em sua plenitude acaba sendo o ponto clássico de Larmes du Désert, a forma mais linear com a qual elas evoluem certamente se encaixa bem tanto na temática moderna como na perfumaria árabe que essa criação faz homenagem. Apesar de unissex, seu aroma parece ter um apelo maior ao público masculino, em especial aos que apreciam perfumes como o Jubilation XXV da Amouage. A abordagem de sucesso da Atelier des Ors cria no que oferece um objeto estético onde forma e conteúdo casam perfeitamente. Vale a pena conhecer.

English:

Larmes du Desert reinforces my impression that the newly created Atelier des Ors brand is moved by the poetic thematic, the luxury of the presentations and aromas and the tension between the classic elements of perfumery and recent trends. The harmony and coherence of creations is something that also pops in 4 fragrances tested during the week, including the one of today.

A tribute to Arab perfumes and the eastern thematic is made in a very interesting way to bring together key gifts given to Jesus by the three wise men: gold, frankincense and myrrh. The name is even a reference to resin that oozes from Commiphora myrrha when it is wound. Myrrh, frankincense, patchouli and amber create a mysterious aura of incense,  warm and slightly sweetened resins, an aroma with a certain aridity compatible with the name. The cypress suggests the presence of some vegetation on this sacred desert of aromatic resins, as if it were possible to perceive the subtle aroma of a distant humid vegetation. The slightly fruity side and refers myrrh of plums also ends up appearing on this eastern desert.

If the use of resins to its fullest ends up being the classical point of Larmes du Desert, the most linear way in which they evolve certainly fits well both in modern theme as in Arabic perfumes that this creation honors. Although unisex, its aroma seems to have a greater appeal to the male audience, especially those who appreciate perfume as Jubilation XXV Amouage. The successful approach of Atelier des Ors believed in offering an aesthetic object in which form and content marry perfectly. Worth knowing.

2 comentários:

Luiz Alberto disse...

Quem é o perfumista Rick?

Henrique/Rick disse...

É uma perfumista da qual eu não tinha ouvido falar ainda Luiz: Marie Salamagne

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