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24 de ago de 2015

Atelier Cologne - Mistral Patchouli, Santal Carmim, Mandarine Glaciale e Musc Imperial - Resenhas Perfumes



De forma geral, a linha de criações da Atelier Cologne é quase que para mim como uma curadoria dos aromas favoritos, sejam eles do público em geral ou dos donos da marca. Certamente há conceitos de marketing feitos para criar o desejo para aqueles que necessitam de uma narrativa desse tipo, mas eles pouco interferem no resultado final, que é consistente como um todo. Não são perfumes ultra-complicados nem também funcionais ou comerciais no sentido mais barato da idéia, e sim um sortimento de idéias que se unificam por aromas cítricos sedosos, musks delicados e aromas amadeirados minerais, Nessa nova rodada, me debruço sobre mais 4 criações da marca:

Mistral Patchouli  - é um dos Atelier Cologne que soa ao mesmo tempo bem clássico e moderno ao mesmo tempo. A idéia me faz remeter a uma versão básica dos elementos presentes no Habit Rouge, cortando toda a parte atalcada e doce e retrabalhando para que os cítricos soem mais doces e menos amargos. O patchouli é interessante nem muito terroso nem doce e canforado, com a iris fazendo o papel amadeirado e terroso na medida aqui, com o gerânio conferindo um leve toque floral mentolado e verde e o anis provendo uma nuance especiada também mentolada.

Santal Carmim - das criações da marca, é um dos que mais parece linear na pele, já entregando as 3 direções em que ele irá permanecer durante sua evolução. Os cítricos aqui não aparecem, sobrando mais espaço para o aroma de pano de fundo dos musks aveludados e madeiras minerais. Temos um sândalo que se mostra de 3 formas: doce, caramelado e açúcarado em um momento, mais amadeirado e incensado cremoso num segundo e logo em seguida se transformando em um aroma que remete a madeira e camurça ao mesmo tempo. A mistura dessas 3 faces bem diferentes entre si é o que dá o charme e aspecto interessante a essa criação.

Mandarine Glaciale - do quarteto avaliado dessa vez, é o que me deixa mais dividido quanto ao cheiro, pois ao mesmo tempo em que me atrai há algo que soa fora do lugar. Mandarine glaciale poderia estar dentro da coleção principal da marca e parte dos primeiros, já que é dominado por aromas cítricos suculentos. O cheiro de mandarina dele remete a outras criações desse gênero, como Eau de Mandarine Ambree da Hermès ou o Acqua Allegoria Mandarine Basilic. Só que a parte doce e suculenta da idéia se mistura ao aspecto mais cítrico, verde e amargo das folhas de petigrain e ao cheiro picante e refrescante do gengibre. O que me intriga é que de algum lugar a composição desenvolve também uma nota de cabelo não lavado que teima um pouco a ir embora antes de abrir espaço para uma base suave de vetiver, ambar e musk,

Musc Imperial - por hora, é uma das criações mais difíceis de se encontrar da marca. Feita para o Spa e Hotel Majestic em Barcelona é vendido também apenas em algumas das lojas físicas da marca. Para mim, soa como uma variação das primeiras colônias criadas pela grife porém sem acrescentar nada de novo ou interessante. Funciona como um aroma para um spa, relaxante, clean, sedoso, um momento zen. A mistura me remete a um coquetel de laranjas, muscs brancos, lavanda e frutas frescas, um aroma que chega a ser familiar de uma forma que se esquece exatamente o que se está usando. Agradável porém um dos menos memoráveis da marca.

2 comentários:

Priscila Ribeiro Make-Up Artist disse...

Eu experimentei mandarins glaciale e realmente tem algo nele que amo e algo que odeio...parece um cheiro de tabaco... Precisei lavar o braço...pena!!

Henrique/Rick disse...

Se bobear é o que eu chamei de cheiro de cabelo não lavado Priscila rs

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