Pesquisar este blog

17 de ago de 2015

Atelier Cologne Blanche Immortelle Fragrance Review



Português (scroll down for english version): 

Se há uma matéria-prima cujo o resultado final pode se beneficiar de uma abordagem mais clean e cologne é a Sempre-viva/Immortelle. Não há muitos perfumes onde ela é a inspiração já que seu aroma chega a ser exótico a ponto de você ter duas opções: ou usá-la como tema central ou primário a composição ou não utilizá-lo. Seu cheiro remete a açúcar queimado, feno e madeira seca, com uma nuance um pouco medicinal que pode ser cansativa ao nariz as vezes. Seu cheiro é tão intenso que mesmo em baixa concentração pode ser perceptível e dominante.

De alguma forma, Blanche Immortelle consegue submeter essa exótica flor a estética da casa e o resultado é interessante, já que a inspiração principal parece sair e entrar de foco misturado as outras notas. Na saída há algo que remete a seu cheiro medicinal, lembrando um pouco anis também, o que pode ser influencia da utilização da mimosa. É possível perceber esse lado mais exótico se misturando com um aroma cítrico entre o adocicado e o amargo. Essa parte suaviza em questão de minutos e se mistura ao que me parece em alguns momentos um patchouli mais clássico e em outros momentos um chypre moderno que ganha uma reviravolta exótica ao envolver a rosa, jasmim, patchouli e musks na doçura queimada e açúcarada da sempre-viva.

A intensidade de duração e rastro aqui me parece ajustada para passar a sensação branca que o nome sugere de forma que Blanche Imortelle habita uma zona entre um comfort scent e uma criação de projeção mais perceptível. A criação de uma espécie de chypre moderno ou patchouli clássico ao redor de algo exótico e que se torna tão usável e natural é certamente o maior triunfo dessa composição e provavelmente algo que não foi fácil de ser atingido.

English:
If there is a raw material whose final result can benefit from a more clean and cologne approch is the evergreen / Immortelle. There are few perfumes where its is the inspiration since its aroma gets to be exotic to the point you have two options: either use it as a central theme or primary composition or not use it. Its smell refers to burnt sugar, hay and dry wood, with a slightly medicinal nuance that can be tiring to the nose sometimes. Its smell is so intense that even at low concentration may be noticeable and dominant.

Somehow, Blanche Immortelle can submit this exotic flower to the aesthetics of the house and the result is interesting, since the main inspiration seems to come and go of focus  mixed with the other notes. At the opening there is something that refers to its medicinal smell, resembling a little anise too, which can be influence of  themimosa use. You can see this most exotic side  mixing with a citrus aroma between the sweet and the bitter. This part softens in minutes and mixes to what seems at times a more classic patchouli and at other times a modern chypre that wins an exotic twist to involve the rose, jasmine, patchouli and musks in burnt sugary sweetness and the ever -live.


The duration and intensity trail here seems set to pass the white feeling that the name suggests so that Blanche Imortelle inhabits an area between a comfort scent and one of more noticeable projection. The creation of a kind of a  modern chypre or classic patchouli around something exotic making it so usable and natural is certainly the greatest triumph of this composition and probably something that was not easy to achieve.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários com relação a postagem? Escreva aqui
Comments related to the post? Write them here