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28 de ago de 2015

Angela Ciampagna Liquo e Kanat Fragrance Reviews


Português (scroll down for english version):

Certamente a sequência que você prova os perfumes disponíveis de uma determinada grife tem um fator decisivo na sua apreciação de forma geral. Talvez Eu tivesse me empolgado mais com os perfumes de Angela Ciampagna se tivesse deixado os dois piores por últimos e provado os dois melhores primeiro. Na minha impressão, Liquo e Kanat conseguem trazer algo mais relevante, coeso e complexo e que não parece surfar nas tendências do mercado como os outros da linha fazem de forma as vezes quase explicitamente.São os que eu recomendaria como os melhores da grife.

Kanat: o aroma de Kanat certamente me intriga pois o resultado final é bem diferente do que a lista de notas divulgadas propõe. Há um certo ar misterioso, animálico e meio primordial em um aroma que primariamente me remete a cheiro de couro e um musk metálico. É como se a bestialidade do Secretions Magnififiques fosse reduzida a 1% de concentração de uma forma que em vez de saturar e torturar o nariz o cheiro metálico se torna intrigante quando combinado um musk com nuances de couro e um leve tom plástico. As partes mais florais e frutais da idéia são fantasmagóricas para mim e se perdem a princípio, reaparecendo quando o musk se torna mais delicado, doce e rente a pele. Apesar de suave, é bem interessante.

Liquo: na minha opinião, a obra-prima solitária da casa. De todos, é o que mais casa com a aura meio medieval dos frascos e com a idéia de um óleo místico aromático. Seu aroma é uma mistura de ervas com tons de anis, um elixir que combina o cheiro seco de mel do feno, o aroma agridoce, mentolado e fresco do alcaçuz e o aroma sereno, herbal e adocicado da erva doce. Liquo me remete aos vapores do chá de erva doce recém preparado, com um cheiro de lavanda clean atuando de fundo e complementando a harmonia. A parte mistíca é reforçada por uma mistura de incenso e madeiras que, segundo uma colega de trabalho, remete ao aroma do incenso litúrgico e ao cheiro das madeiras dos bancos. É possível, ainda, ver em liquo uma estrutura fougere clássica muito bem feita, algo que me remete ao maravilhoso Yohji Homme também.

English:
Certainly the sequence you try the options available from a particular designer is a decisive factor in its general appreciation. Perhaps I would feel more excited me Angela Ciampagna perfumes if I had left the two worst for last and proved the two best first. In my impression, Liquo and Kanat can bring something more relevant, cohesive and complex and does not seem to surf on market trends as the other of the line is do sometimes almost explicitly. Those are the ones I recommend as the best to try.

Kanat: the aroma certainly puzzles me because the final result is quite different than the list of released notes proposes. There is a certain air of mystery, and a kind of animalic cardinal aroma that primarily brings me the smell of leather and a metallic musk. It's like the bestiality of Secretions Magnififiques were reduced to a 1% concentration in a way that instead of saturating and torturing the nose the metallic smell becomes intriguing when backed by a musk combined with leather nuances and a light plastic tone. The most fruity and floral parts of the idea are ghostly for me and get lost at first, reappearing when the musk becomes more delicate, sweet and close the skin. Although soft, it is quite interesting.

Liquo: in my opinion, the only masterpiece from the house. Of all, this is the one that fits the best the  medieval aura of half bottles and the idea of ​​a mystical aromatic oil. Its aroma is a mixture of herbs with anise tones, an elixir that combines the smell of dry honeyed hay, the bittersweet, minty and fresh licorice and the serene herbal and sweet smell of fennel. Liquo makes me imagine the vapors of freshly prepared fennel tea with a clean smell of lavender acting at background and complementing the harmony. The mystical part is enhanced by a mixture of incense and woods, according to a co-worker, refers to the aroma of the liturgical incense and the smell of the woods banks. You can also see on liquo a classic fougere structure very well done, which brings me to the wonderful Yohji Homme too.