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15 de jul de 2015

Francesca Dell'Oro Lullaby Fragrance Review


Disponível em First in Fragrance

Português (scroll down for english version): contra Lullaby já pesava bastante para que fosse o primeiro Francesca Dell'Oro que eu não iria gostar. É muito difícil ver um perfume frutal bem executado na perfumaria comercial, que dirá no setor mais exclusivo. Sou cético quanto a perfumes frutais e florais, o jogo de inspiração entre perfumaria artística e funcional ao longo do tempo transformou determinados aromas em característicos de shampoos, condicionadores, desodorantes e aromatizadores de ambiente. O desafio que é muito difícil de ser atingido é o de fazer algo interessante e que não remeta a esse tipo de produto.

Lullaby é bem sucedido para minha surpresa, ainda que não seja o meu favorito da linha. Não é o mais original, mas a execução é impecável de forma que quanto mais o tempo passa mais gosto dele na pele. Traduzindo para o mundo da moda, da onde Francesca veio, é como se essa fosse uma peça que a princípio é básica e você questiona o preço dela, mas ao comprar e usar percebe que o caimento é incrível e que te favorece mais do que você imaginava.

Lullaby tem sim o aroma de maçã que muito se explora em perfumaria funcional mas a construção do acorde floral e da base almiscarada e abaunilhada muito lhe favorece. O aroma de uma maçã suculente divide espaço com o cheiro cremoso de coco e o aroma floral delicado de hibiscus. O osmanthus aqui é explorado mais pela sua faceta de aroma de pêssego com um quê floral. Há alguns toques especiados florais exóticos que trazem um calor e tornam Lullaby mais interessante conforme ele se encaminha para base. Nela, eles se misturam a uma excelente combinação segunda pele de baunilha, musk e ambar, que dura o dia todo e produz um leve rastro floral picante e discretamente doce. E tudo isso me faz lembrar de que para perfumes é possível aplicar um ditado de que "Quem vê nota de saída não vê evolução" e, assim, perde as vezes a chance de ser surpreendido como eu fui nesse caso.

English:

Against Lullaby already weighed enough for me to to be the first Francesca Dell'Oro I would not like. It is very difficult to see a fruity scent well executed in commercial perfumery, let alone in the most exclusive sector. I am skeptical of fruity and floral scents, the game of inspiration between artistic and functional perfumery over time turned certain aromas inro characteristic of shampoos, conditioners, deodorants and room sprayers. The hard challenge to achieve is to do something interesting and that does not refer to this type of product.

Lullaby is successful to my surprise, although it is not my favorite in the line. Not the most original, but the execution is flawless so that the more time passes the  more like it on the skin. Translated into the fashion world, from where Francesca came, it's as if this were a piece that in the principle is basic and you question the price of it, but when buying and using one realizes that the trim is amazing and that favors you more than you would have imagined.

Lullaby does have the scent of apple that much is explored in functional perfumery but the construction of the floral accord and musky base and vanillic favors it a lot. The aroma of a juicy apple shares space with creamy coconut scent and the delicate floral scent of hibiscus. The osmanthus here is explored from its peach aroma facet with a floral touch. There are some exotic floral spicy secondary nuances that bring heat and make Lullaby more interesint while it  heads to the base. In it, they mix a great combination of what seems like a second skin of vanilla, musk and amber, which lasts all day and produces a light spicy and slightly sweet floral scent. All this reminds me of that for perfumes you can apply a saying that 'He who has seen output note not see evolution "and thus loses the times the chance of being surprised as I was in this case.