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28 de jun de 2015

Agar Aura Cuir Chypre Attar Review


Português (scroll down for english version): certamente, de todos os attares que eu testei essa semana, Cuir Chypre é o que mais se destaca por fugir ao convencional. Não que ele não tenha oud em sua composição, que é bem evidente (mais evidente ainda em minha segunda aplicação do perfume no dia), mas ele tem uma estrutura clássica da perfumaria, o chypre, em contraste com um aroma de couro e um toque árabe bem evidente. É a fusão de dois mundos, a união de duas visões, perfumaria ocidental e árabe/oriental, o que o torna muitíssimo interessante de se observar. O couro de Cuir Chypre é diferente para mim, possui um aroma oleoso e lustroso que me lembra bétula. Ao mesmo tempo, tem um toque saponáceo e levemente sujo, como se houvesse sálvia esclaréia em seu cheiro misturado a bétula. É logo após esse momento que se torna evidente um oud mais amadeirado, seco, de uma oleosidade diferente (a que remete a óleo de motor). É a fase mais árabe da composição, onde curiosamente o oud, nota de base, acaba funcionando nas proporções usadas aqui como uma nota de coração, que abre espaço para o toque final, uma base interessante de musgo de carvalho e labdanum. Sem o patchouli, as duas partes principais da base de um perfume chypre soam mais aéreas, secas, porém não terrosas, com um tom resinoso secundário, um incenso de um aroma verde levemente úmido e adocicado. Cuir Chypre, em sua evolução, é um dos attares mais marcados nas 3 diferentes fases, o que o torna mais próximo da perfumaria ocidental, mas com uma intensidade, sensualidade e espiritualidade típicas de um perfume árabe. É uma composição interessantíssima na combinação/encontro inusitado de dois mundos.

English: certainly from all attars I tested this week, Cuir Chypre is what stands out by escaping the conventional. Not that he has no oud in its composition, which is evident (even more evident in my second application of perfume in the day), but he has a classical perfume structure, chypre, in contrast with a leathery aroma and an evident arabic touch. It is the fusion of two worlds, the union of two views, western and Arabic /Oriental fragrance, which makes it very interesting to watch on skin. The leather in Cuir Chypre is different for me, has a sleek and oily aroma that reminds me of birch. At the same time, it has a soapy and slightly dirty touch, as if clary sage scent was mixed with birch. It is after this time that an Oud become quite evident with a more woody, dry aroma and a different oils (similar to motor oil). It is the Arabic phase of the composition, where interestingly the oud, usually a base note, works in the proportions used here as a heart note, making room for the finishing touch, an interesting base of oakmoss and labdanum. Without the patchouli, the two main parts of the base of a chypre scent sound more airy and dry, but not earthy, with a secondary resin tone, an damp incense and a and green sweet aroma. Cuir Chypre in its evolution, is one of the attars more marked in the three different stages, making it closer to the western perfumery, but with an intensity,  sensuality and spirituality typical of an Arabian perfume. It is an interesting composition with an unnusual combination / meeting of two worlds.