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2 de mai de 2015

Zoologist Parfums Beaver Fragrance Review


Português (scroll down for English Version):


 Os Castores são animais mais interesses do que eu imaginava conforme descobri ao pesquisar para fazer o link com o perfume Beaver. Eles possuem um comportamento similar ao comportamento humano quanto a modificação de seu ambiente para favorecimento de sua sobrevivência, e consequentemente, do ecossistema onde habitam. sendo animais capazes de aprender por imitação e conforme a experiência. São animais conhecidos por terem um comportamento brando, criaturas dotadas de um certo grau de racionalidade e capazes de pregar peças uns nos outros.
Acho interessante que o Chris Bartlett, o perfumista por trás dessa composição, tenha feito algo que ressoa bem com essas características. Em primeiro lugar, Beaver é um perfume que prega uma peça em você, que te assusta a princípio mostrando que é um aroma animálico, sujo, mas para rapidamente se transformar em algo mais gentil, refinado, como se o seu cenário olfativo se modificasse junto com ele.
A parte animálica é sugerida por uma combinação de castoreum sintético, musks com um teor animálico e, suponho eu, um uso bem discreto de civeta. Essa foi a responsável por pregar uma peça em mim, me dar um baita susto pensando que sentiria o dia todo um perfume de aroma fecal intenso, algo que eu acho desconfortável. Entretanto, essa impressão se vai rapidamente, tão rápida quanto o susto que eu tomei. Depois disso, eu já percebo um aroma almiscarado sedoso, que se mistura a iris para compor o que em alguns perfumes me passa a sensação de um lençol limpo de linho. A isso, se mistura o que eu imagino ser o castoreum, um aroma levemente oleoso, um quê de couro, goma. Essa é uma parte animálica gentil, intrigante, que se mistura ao cheiro floral cítrico e exótico/confortável das flores de tília. Aos poucos, essa fase vai se direcionando para um musk mais discreto, com uma baunilha cremoso sutil e um quê de couro e ambar que parece bem refinado e comportado.
O que mais me chama a atenção aqui é a transformação. Beaver para mim cria esse ambiente de paz, com um toque de humor, que transformou minha resistência inicial a ele, por conta do cheiro fecal, em uma apreciação completa de seu aroma. É uma criação composta de uma forma tão inteligente quanto o animal que ela representa.

English:
The Beavers are animals much more interesting than what i imagine as I discovered while i gathered information to make a link between them and the Beaver fragrance.They have a behavior similar to the human one regarding the way they modify their environment to favor their survival and, consequently, of the ecosystem where they live; they are also animals capable of learning by imitation and experience and they also have a very gentle behavior, being also creatures provided with some racionality degree and capable of playing each other pratical jokes too.
It's interesting that Chris Bartlettt, the perfumer behind this composition, was able to do something that resonates very well with this character.
First, Beaver is a fragrance that plays a practical joke on you, scaring you making you believe that it's a dirty animalic aroma to just quickly change into a gentle and refined aroma as a second link with beavers, almost as if (in a third association), they changed their aromatic profile scenario while the scent develops on you.
The animalic part here is suggested by a combination of synthetic castoreum, animalic musks and, i suppose, a very discreet civet use. This was the responsible to playing the joke on me, taking a hell of a fright on me when i applied it and thought that i would smell an intense fecal aroma the entire day, something that i hate and I'm not comfortable with at all. However, this impression goes for me as quickly as the time i took the fright. After that, i already started to smell a silky musky aroma, that blends for me very well with the iris note composing what i have notice in some fragrances giving me the sensation of clean linen sheets. To that, you get mixture what i imagine it's the synthetic castoreum, a slightly oily aroma, a mixture of leather and starch. This is an intriguing animalic part that shares attention with the citric and exotic but also comfortable smell of linden blossom. Little by little this oiliy phase is directed into a more clean and discreet musk, with hints of creamy vanilla and some leather and amber that seems very well behaved.
What most draws the atteniton here for me is the transformation process. Beaver for me creates this peaceful environment, with a hint of humour, that changed my initial resistence to it into a complete appreciation of its aroma. It's something composed in a way as intelligent as the animal it represents,