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2 de mai de 2015

Pekji Parfums Eau Mer Fragrance Review


Português (scroll down for english version):

Na minha exploração em primeiro lugar dos perfumes que eu não gostaria da Pekji, escolhi como um segundo candidato Eau Mer. O Nome é uma brincadeira com a pronúncia, que em francês é similar a pronúncia do nome de seu criador, Omer, e contém uma temática aquática, o segundo tema mais temido para mim depois de perfumes animálicos.
Pude ficar menos receoso ao ler a descrição de Eau Mer, que é inspirado nas memórias de infância de Omer, quando o seu tio levava ele e seu irmão para pescar. O autor o define como uma visão panorâmica de um aroma mediterrênano aromático e aquático - uma mistura do cheiro salino do oceano, aroma de gasolina, jasmim, algas, ouzo. Em um outro nível, o autor também define com um aroma limpo, um ambiente de hospital esterilizado, onde o cheiro se mistura a brisa aquática do oceano.
Na minha visão, Eau Mer explora de forma bem interessante as nuances salgadas que você consegue obter tanto das raízes do vetiver como do anis - aqui representado pela bebida alcóolica típica da Grécia e da ilha de Chypre. O vetiver me parece o principal elemento aqui, provendo o aroma úmido e herbal das algas e o toque aquático distante. A saída tem um tom metálico e salgado, mas que se mistura ao aroma clean e levemente floral do jasmim - que eu desconfio ser a variedade sambac pela nuance de neróli que essa variedade da flor possui e que está em evidência aqui. O cheiro de anis aparece logo em seguida, e é interessante que ele pareça de fato menos doce aqui, levemente alcóolico, complementando bem o leve cheiro floral. Conforme chega a base, o vetiver vai ser tornando cada vez mais dominante, um aroma amadeirado levemente salgado e verde que me faz pensar em uma qualidade muito boa de vetiver e que me intriga por não ter a nuance terrosa tão evidente.
Da mesma forma que Holy Shit, Eau Mer foi uma agradável surpresa, outro que eu não esperava gostar e que me agradou. Na sua exploração, ele me remete a um clássico antigo da Annick Goutal que foi recentemente reformulado - o Annick Goutal Vetiver - mas sem ter o nuance de melancia que soava estranha no perfume da Annick. É uma criação que cumpre o propósito da memória do autor ao mesmo tempo que oferece uma interpretação de qualidade da mesma e fácil de se usar. Com certeza entra na categoria dos bons perfumes de vetiver.

English:

 In my exploration of Pekji creations going first on the ones i thought i wouldn't like I chose as a second candidate Eau Mer. The name is a play on the pronunciation, which in French is similar to pronunciation of its creator's name, Omer, and contains an aquatic theme, the second most dreaded subject for me after animalic scents.

I was less afraid tough after I read the description of Eau Mer, which is inspired by Omer childhood memories, when his uncle took him and his brother to fish. The author defines it as an overview of an aromatic and acquatic mediterranean aroma - a mixture of ocean salt smell, gasoline, jasmine, algae, ouzo. On another level, the author also defines a clean aroma, a sterile hospital environment, where the smell is mixed with water from the ocean breeze.

In my view, Eau Mer explores interestingly the salty nuances that you can get both of vetiver and anise roots - here represented by the typical alcoholic drink of Greece and the island of Chypre, Ouzo. Vetiver seems to me the main thing here, providing the damp aroma and herbal algae and the distant water tap. The opening has a metallic, salty tone, but that blends to the clean aroma and slightly floral jasmine - which I suspect to be the sambac variety due the neroli flower nuance that variety that this variety has and that is in evidence here. The anise smell appears soon after, and it is interesting that it seems in fact less sweet here, slightly alcoholic and complementing the light floral smell. As it reaches the base, vetiver gets increasingly dominant, an slightly salty and green woody aroma that makes me think of a very good quality vetiver and that intrigues me for not having the earthy nuance so evident.

Just as Holy Shit, Eau Mer was a pleasant surprise, one that I did not expect to like and that pleased me. In its exploration, it mades me think of an old classic Annick Goutal which was recently reformulated- Annick Goutal Vetiver - but without the watermelon nuance that sounded strange at the Annick creation. It is a creation that fulfills the purpose of the author's memory at the same time offering a quality interpretation thereof and easy to use. Certainly falls under the category of good vetiver perfumes.