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10 de mai de 2015

Natura Una Intenso Fragrance Review


 Uma das coisas que eu desconfio que a Natura ainda não percebeu é que ao oferecer um perfume caro nacional para o consumidor (em comparação com os preços médios dos outros competidores), você tem que criar uma aura mais luxuosa para ele, no mínimo similar a de um comercial importado. Isso talvez tenha sido uma decepção para muitas das consumidoras que compraram o una, que é um delicioso perfume de musk com nuances de sândalo, baunilha e um leve que floral, mas que para muitas falhou nesse aspecto. Una Intenso parte das falhas de seu predecessor e cria um delicioso cheiro mais complexo, marcante e que ao ser uma versão Intensa das idéias do tradicional consegue o que um bom flanker pode ter, uma identidade nova e uma relação com o tradicional possível de ser identificada.
A versão intensa do Una tem uma saída bem mais marcante e clara. O aroma das frutas ganhou um peso maior, de forma que você percebe um cheiro doce e açúcarado adulto, não muito doce, com um aroma que de forma geral me lembra o cheiro de pêssego. Há algo nessa fase que remete também a patchouli, reforçando o aspecto oriental da idéia e remetendo, por alguns momentos, ao cheiro do Angel de uma forma mais simples. Conforme evolui, você percebe que o aroma da rosa foi reforçado e ela oferece um azedinho floral que funciona bem para quebrar a doçura das notas da saída sem estragá-las. Na base o Una Intenso se assemelha mais ao Una tradicional, possuindo um aroma cremoso de baunilha, musk e sândalo que tem um leve toque atalcado, creio que para fazer o link com a linha de maquiagens.
Una Intenso agrada bem mais por parecer mais rico em seu cheiro, mais luxuoso em suas nuances. A primeira impressão que eu tive ao sentí-lo é a mesma que eu tive ao conhecer o Essencial Estilo masculino: poderia muito bem ser um perfume importado. O que me deixa talvez estarrecido é que a marca tem feito excelentes criações assim como edição limitada. Das duas uma: ou não percebem o potencial dos produtos que possuem em mãos ou querem criar uma espécie de estratégia que dispara o consumo ao criar edições limitadas (o que na minha opinião pode ser um tiro no pé também, pois frustra o consumidor que se apaixona por um produto).