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4 de mar de 2015

Ungaro Woman Vintage Fragrance Review


Esse é outro daqueles perfumes praticamente desconhecidos e que são maravilhosos, uma preciosidade que infelizmente se perdeu no tempo. Acho interessante como Ungaro constrói uma identidade totalmente conectada entre propaganda, frasco e aroma: tudo gira em torno de um aroma floral sensual, fluorescente e carnal. Dá até para pensar que Ungaro foi influenciado por perfumes como Poison e Giorgio no uso de notas florais brancas intensas e acompanhadas por aromas florais suculentos, mas o fato é que ele precede a ambos, sendo do mesmo ano do Opium, 1977. É um perfume que parecia antecipar já a tendência dos anos 80 de composições feitas para dominar a noite, mas para mim a grande diferença dele para outros dessa época é que ele ainda soa moderno, talvez por não saturar nenhuma nota como os perfumes dos anos 80 fariam. Ungaro certamente utiliza os novos sintéticos da época, as damasconas, moléculas muito utilizada em acorde de rosas e tuberosas, que possuem nuances frutais suculentas e que, na minha desconfiança, contribuem parcialmente para o aroma fluorescente dos perfumes dos anos 80. Ungaro as utiliza para criar ambas as impressões, rosas e tuberosas suculentas, que são apoiadas em outras flores brancas. Acho interessante que em meio delas seja possível perceber um acorde elegante de iris com as suas nuances terrosas e de violeta adocicada. A Base do Ungaro me parece razoavelmente moderna, um aroma almiscarado nem tão forte nem tão discreto, com um aroma amadeirado controlado e nuances de baunilha e tonka. É um perfume desconhecido fantástico.