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16 de jan de 2015

Xerjoff Join The Club Ivory Route



Português (scroll down for the english version):

 O perfume que referencia a costa do marfim e representa um clube de viagens vai pelo caminho oriental para fazer essa conexão, trazendo a tona alguns elementos clássicos dessa família: patchouli, sândalo e um acorde clássico de âmbar que me parece feito principalmente de baunilha e labdanum. Com uma predominância dessas, seria difícil que Ivory Route saísse da falta de originalidade que rege a linha, entretanto ele é consistente e me parece estar entre os que foram bem elaborados. Aqui, eu percebo praticamente a grife referenciando seu Richwood (e consequentemente o Coromandel), mas em um equilíbrio onde não há rosas e onde o patchouli ganha maior destaque em relação ao acorde de ambar. Para mim, esse é primariamente uma criação de patchouli clássico, daqueles mais terrosos, com aroma de incenso e clara aura exótica/mística/hippie. As especiarias se fundem a ele de forma que não consigo separá-las, parece apenas um colorido doce especiado que complementa o patchouli. Conforme essa viagem se desenrola, o labdanum e a baunilha vão se tornando mais claros e dando a Ivory Route o aroma de ambar que parece apenas sugerido logo de cara. Há para mim talvez alguma nota misturada na baunilha dando um leve colorido amendoado, mas que permanece secundário na pele. O sândalo complementa a composição com um perfil amadeirado cremoso, aconchegante, perfeito nessa viagem pelos mistérios aromáticos do oriente.

English:

The scent that references the Ivory Route and represents a trip club goes into an oriental path to do this connection, bringing in some classic elements of this family: sandalwood, patchouli and a amber accord that seems mainly made of vanilla and labdanum to me. With a predominance like that, it would be hard that Ivory Route to go out of the lack of originality that governs this line, but he is consistent and seems to me to be among the best elaborated ones. Here, i see the brand pratically referencing its Richwood creation (and, consequently, Chanel Coromandel), but in a balance where there is no roses and where the patchouli is best highlighted in relation the ambar aroma. It's primarly a classic patchouli creation, on of those earthy ones with an incense aura and a hippie/exotic/mystique vibe. The spices mingle to it in a way that i cannot separate or point out them, they just seem to give a sweet spicy colour that complementes the patchouli. As this trip unveils, the labdanum and vanilla are clearly more noticeable and they give to me what seems like the ambar impression which is only suggested at the opening. There is something mixtured with the vanilla note that to me gives it an almondy touch which remains secondary level on the skin. The sandalwood adds to the composition a woody creamy profile, cozy and perfect to finish this trip into what seems the misterious orient aromas.