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27 de jan de 2015

PK Perfumes Ginger Zest de Citron



Português (scroll down for english version):

Eu esperava que esse fosse ser um dos perfumes mais simples da coleção do Paul, mas estava enganado. Ginger Zest de Citron é outro de suas criações ricas em suas 3 dimensões, complexo como um perfume do passado e capaz, como foi para mim, de criar ilusões de notas que nem estão presentes em sua composição. Há definitivamente, além da complexidade, algo retrô em sua aura, de um tempo de perfumes comercias onde luxo estava também na composição. Eu consigo ver algo assim sendo lançado por grifes como Jean Patou ou Rochas. A princípio tinha imaginado Ginger Zest como uma criação entre um Eau de Rochas e um Madame Rochas, mas vejo que ele se enquadraria perfeitamente na linha de coquetéis lançados por Jean Patou nos anos 30, especialmente por capturar a contradição do aroma refrescante porém amargo de algumas frutas cítricas. Ginger Zest abre com essa refrescância cítrica amarga, já acompanhada de um aroma floral verde. O perfume irá se desenvolver para esse lado, mantendo sempre um aroma especiado fresco e levemente mentolado, de um gengibre que acaba atuando para mim como uma essência consolidadora entre os diversos elementos florais e herbais. O toque de curry das especiarias é interessante, produz uma sensação de feno seco e que as vezes também passada uma impressão de açúcar sendo torrado. A base de ginger zest foi uma surpresa, pois para mim a combinação das notas produz um cheiro que eu atribuíria a uma base chypre calibrada para um aroma floral cítrico rico. Cheguei a perguntar para o Paul se não havia musgo de carvalho, tamanho a minha certeza de que ele estava lá. Parece que sua presença é produzida e sugerida pelo equilíbrio de outras essências que costumam ir em bases chypres, como patchouli, vetiver, o sândalo, o musk, que combinados produzem uma sensação amadeirada terrosa e seca. Foi uma grata surpresa, um coquetel luxuoso que eu apreciei bastante enquanto tentava decifrar seus segredos.

English:

 I was expecting this to be one of the simplest perfumes from Paul collection, but i was wrong. This is another of his creations rich on its three dimensions, complex as a fragrance of the past and capable, as it was for me, to create illusion of notes that aren't even on its composition. There is, definitely besides its complexity from the past, something retro on its aura, from a time where mainstream perfumes where luxury was also in the composition. I could see something like this being launched by brands like Jean Patou or Rochas.At first i pictured Ginger Zest as a creation on the middle road between an Eau de Rochas and a Madame Rochas, but then i saw that it would fit perfectly the cocktail line launched by Jean Patou during the 30's, specially by capturing, like the Patou, the contradction of a the bitter/tanic side and the refreshing nuance of some citrus fruits/essences. Ginger Zest opens with this bitter refreshing citrusy, which is already followed by a green floral aroma. The perfume will developt itself on this axis, but always keeping a fresh and minty spicy aroma, of a ginger that for me ends acting like a consolidator essence among the several floral and herbal elements.The curry touch of the spices here is interesting, it produces a sensation of dry hay and also sometines give you an impression of sugar being burnt. Ginger zest base was a surprise for me, because the combination of notes produces a smell that i would attribute to a chypre base calibered for a creation rich and citruses and florals. I ended asking Paul if there really wasn't any oakmoss, such my certainty that it was there. It seems that is presence is produced and suggested by the balance of other essences that goes on chypre bases, like patchouli, vetiver, sandalwood and musks, which combined produce a woody,earthy and dry sensation. This was a nice surprise, a luxury cocktail that i appreciated a lot while i tried to dechiper its secrets.