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29 de jan de 2015

Pk Perfumes ERE Fragrance Review



Português (scroll down for english version):

 Se em Pentecost Paul, na minha visão, captura a aura vibrante e floral alegre da primavera, em Ere ele me parece capturar o aspecto sóbrio e resiliente do outono, de uma estação que eu vejo, tanto metaforicamente como fisicamente, como o início da transformação e preparação para tempos difíceis que virão. Aqui, a intensidade vibrante dá espaço para um ar que começa a se tornar mais fresco, leve e seco, e para um cenário que começa a favorecer o aroma de folhas secas e o cheiro das madeiras das árvores que antes estavam enfeitadas com flores. Há algo em Ere que me soa selvagem, natural e bem masculino ao mesmo tempo que de todos os perfumes do Paul ele me parece ser o mais aconchegante e paternal. A escolha de uma estrutura olfativa fougere para representar esse ambiente é perfeita e esse com certeza é um dos melhores fougeres que eu já senti. Uma coisa que eu nunca gostei nesse tipo de perfume é a repetição dos mesmo aromas: a overdose de lavanda, o exagero de sintéticos para o gerânio, o uso sempre constante da tonka. Em vez disso, o perfumista constrói uma estrutura alternativa focando nas sensações que um fougere passa, o aroma herbáceo, fresco e afiado. Esse é um fougere com um lado bem claro de pinho, abeto, mas sem a densidade que essas duas notas produzem. Esse me parece um fougere impressionista, onde há um pouco de especiarias, um pouco de aroma verde de chá, um cheiro floral bem sutil, tons de tabaco, de madeiras diversas, de resinas frescas levemente mentoladas. É como se a forma dessa floresta e a dinâmica da família fougere em seu lado mais clássico tivesse sido capturada sem ressaltar nenhum elemento, o que me parece uma tarefa difícil, considerando o tom marcante de muitas das essências que estão listadas na fórmula dessa criação. É outro que eu acho magnífico em sua harmonia e serenidade.



English:

If in Pentecost Paul, in my vision, captures the vibrant and cheerful floral aura of spring, in Ere he seems to capture the sober and resilient autumn aspect of a station that i see, phisically and metaphorically, as the beginning of preparation and transformation to the hard times that will follow. Here, the vibrant intensity gives space to an aura which starts to be fresher, light and dry, and to a scenario which favors the smell of dried leaves and t
he wood that were before decorated with flowers. There is something on Ere that sounds wild, masculine and very natural at the same time that this seems to be from all Paul fragrances the coziest and most fatherly one. The choice of a fougere olfactive structure to represent this enviroment is perfect and this is for sure one of the best fougeres that i had smelled. One thing that i never liked on this kind of fragrance is the repetition of the same notes: lavender overdoses, the exaggerated use of geranium sinthetics, the always constant tonka use. Instead, the perfumer constructs an alternative structure focusing on the sensations that a fougere gives, the fresh, sharp and herbaceous aroma. This is one fougere with a very clear pine and fir aura, but without the usual density that those essences produces. This to me seems kind of an impressionist fougere, where there is a little bit of spices, a little bit of green tea aromas, a slightly subtle floral aura, tobacco shades, aroma of several flowers and the smell of fresh resins slightly minty. Is as if the shape of this forest and the dinamics of the fougere family in its classic side was captured without highlighint any element, which seems a hard task, considering the outstanding behavior of several of the essences he list for this creation. Is another of his creations that i found simply splendid in its harmony and serenity.