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22 de jan de 2015

L'Artisan Parfumeur Dzing! Review




Português (scroll down for english version):

Estava aqui refletindo enquanto usava Dzing que há, de forma geral, dois tipos de obras de obras-primas na perfumaria. O primeiro delas cria uma forma que se torna tão popular e amada que acaba gerando incontáveis imitações e variações sobre o tema. O outro tipo, no qual Dzing se encaixa, adentra territórios exóticos onde poucos tem coragem de ir. O mais interessante de Dzing é que ele alia seu exotismo a um aroma extremamente confortável de ser usado. Essa é uma das obras primas da perfumista Olivia Giacobetti, um perfume criativo inspirado no circo. Entretanto, esse não é um aroma literal circense, mas sim um exercício impressionista da artista sobre o circo. Há algumas características do movimento impressionista que podem ser encaixadas nessa criação: a captura do contorno dos aromas, um retrato de um ambiente, pelo menos em partes, da natureza (principalmente a sugestão, por meio de musks, do aroma dos animais), a decomposição dos aromas. Essa é a harmonia de um circo, a captura da mistura do espaço olfativo do aroma abstrato, de nuances de baunilha e caramelo dos doces, o couro da lona, o cheiro dos animais, o aroma de madeira das estruturas, o aroma de papel adocicado e amanteigado dos saquinhos de pipoca. Que tudo isso esteja presente em um perfume aconchegante e nem um pouco assustador é incrível. Ainda muitos anos depois de eu ter sentido Dzing, me impressiono com o seu cheiro, e a saudade que tive dele me levou a readquiri-lo depois de vendê-lo pelo seu comportamento mais rente a pele (que hoje eu resolvo aplicando mais dele). Eu sinto que a perfumaria atual precisa de mais obras como Dzing, capazes de te levar a outros lugares e te fazer enxergar determinados ambientes de outra perspectiva.

English:

I was here reflecting while wearing Dzing that there are, generally, two types of perfumery masterpieces. The first of them creates a shape that becomes very popular and ends generating many imitations and variations around its theme. The other type, in which Dzing fits, enters exotic lands where few are brave to go.The most interesting int Dzing is that it ally its exoticism to an extremely confortable and wearable aroma.This is one of Olivia Giacobetti masterpieces, a creative fragrance inspired on circus.However, this is not a literal circus aroma, but an impressionist circus exercise from the artist.There is some techinical features from the impressionist movent that you can fit in this creation: the capture of the aroma contours, the portrait of an environment, at least partly, of the nature (mainly due the suggestion, by using muysks, of the animals smell), the dissolution of the aromas. This is a circus harmony, the capture of environment mixture of the abstract olfactive space, of vanillic and caramel nuances from the candys, the leather smell of the canvas, the smell of the animals, the woody aroma of the structures, the sweet and buttery aroma of the popcorn bags.That all of this is present on a cozy scent and not at all scary is amazing. Yet after many years that i have smelled Dzing for the first time, its smell still amazes me, and how much i missed it lead me to repurchase it after having sold it in the past due its performance closer to skin (that today i fiz applying more of it). I feel that the current perfumery need more works like Dzing, able to leave you to places you haven't been and make you see certain environments from another perspective.